Agradecimento e meu retorno
Após um período de turbulência
pessoal, no qual graças a Deus e ao meu Gohonzon aconteceram
situações inusitadas e maravilhosas, me vejo impelido,
outra vez, a voltar a conversar com meus ouvintes, no trabalho
que desenvolvo em emissoras de rádio de Belém
e Ananindeua, e, particularmente aqui, neste prestigiado, cada
vez mais diversificado e bem atualizado site. Ao amigo Calderaro,
um vitorioso em suas idéias brilhantes e, mais recentemente,
no seu “debut” nas lides políticas locais,
quero externar, publicamente, meu sincero agradecimento pela
manutenção deste espaço no Acorda Pará.
Mas, considerações pessoais à parte, vamos
aos temas a serem abordados neste retorno ao batente.
Tsunami de Violência
terça-feira, 14/06/06 - 11h00
Não é novidade para a maioria
da população paraense a crescente onda de violência
que atinge e se espraia pelos quatro cantos do conturbado território
da Região metropolitana de Belém. Casos de furtos,
roubos, agressões, estupros, assaltos, assim como, mais
recentemente, seqüestros para saques em caixas eletrônicos
de bancos já se tornaram comuns e aumentam, diariamente,
as estatísticas policiais, muito embora esse quadro seja
muito mais grave, em vista de grande número de ocorrências
não ser registrado junto aos organismos policiais.
Se há algum tempo já havia se
instalado em grande parcela da população economicamente
ativa um estado de tensão, ultimamente a sensação
de vulnerabilidade e insegurança ganhou status de neurose.
Embora não possa ser estimado o percentual desse perfil
quando ao grupo social que se encontra na alça de mira
desses marginais, é evidente a preocupação
que tomou conta não apenas dos que possuem maior poder
aquisitivo (que podem dispor de carros blindados, munidos de
alarmes de alta freqüência e sensibilidade, e até
mesmo de seguranças) e que agora, igualmente, é
sentida, também, com maior continuidade pelos chamados
anônimos que compõem a base da pirâmide social.
Não é difícil ver pessoas do povo, da mesma
forma apavoradas, durante o trajeto de voltas aos pontos de
ônibus, nos referidos pontos e, também, dentro
dos veículos de transporte de massa que os conduzem às
suas casas.
Conversei, recentemente, com um oficial ligado
às forças armadas e pude constatar que, não
apenas na cúpula da Secretaria Executiva de Segurança,
mas até mesmo nas fileiras das três armas que integram
o ministério da Defesa, esse problema ganha corpo e passa
a figurar no grupo de discussões prioritárias
dos comandos. Sem querer me transformar no arauto do Apocalipse,
me sinto na obrigação profissional de trazer à
opinião pública um fato que, de tão evidente,
já se transformou em desculpa para o “status quo”
de uma situação irreversível que tem, como
vítima final, a população menos favorecida,
onde quebra a verdadeira “tsunami de violência”
que continua a arrastar de roldão famílias inteiras
e a despedaçar um dos mais sagrados direitos que tem
o cidadão comum que é o de preservação
de sua vida.
Com o fim da ressaca eleitoral, agora é
hora da população que conduziu os novos dirigentes
ao timão desse barco à deriva, no que tange à
falta de segurança pública, cobrar, com seriedade
e persistência, soluções que, pelo menos,
minimizem essa cada vez mais neurotizante sensação
de fragilidade.
Não resta dúvida que será
necessário um tempo para que os primeiros efeitos se
façam sentir. Contudo, a partir dos primeiros meses do
ano que se aproxima, caberá aos novos governantes colocar
em prática todo o sistema de melhoria apresentado, exaustivamente,
durante a campanha eleitoral.
Por outro lado, embora reconheçam a
obrigação dos veículos de comunicação
de cumprirem seu papel de informar, na opinião de alguns
observadores dessa situação, a massificação
da violência acaba por deixar ainda mais neuróticos
cidadãos que, por força da necessidade, têm
que se expor aos criminosos que, se sentindo impunes, aumentam,
a cada segundo, seus leques de ação. Por essa
razão, ninguém mais está livre de ser a
próxima vítima.
Como malas e cuias prontas
terça-feira, 14/06/06 - 10h50
Como sempre acontece em períodos de
pós-eleições, nos órgãos
de governo ocorre a natural preocupação dos servidores
que ocupam cargos de confiança. Lembro-me que, sempre
em épocas como essa, salvo quando acontecia a continuação
dos partidos dos mandatários de plantão no comando
político dos destinos do Estado, era grande a dificuldade
que sempre enfrentaram aqueles que, embora conscientes de sua
natural instabilidade no passageiro cargo de assessoramento,
quando acontecia a mudança de governo e, principalmente,
de sigla partidária no mandato subseqüente, ficavam
em desespero por estarem com seus dias contados até a
chegada dos novos dirigentes estatais.
Agora, muito embora já tenha sido anunciada
a demissão de pelo menos 1.200 DAS, é nítido
o clima de desalento por parte dos que sabem que, a partir deste
final de ano, estarão sem os vencimentos inerentes aos
cargos que até então ocupavam. Não resta
dúvida que se trata de uma situação nada
agradável, especialmente por atravessarmos um quadro
de dificuldade em termo de colocação no mercado.
Contudo, e isso é um fato novo e até certo ponto
positivo, percebo que um grande número desses futuros
ex-DAS agora procuram deixar suas funções de cabeça
erguida e com altivez. Tenho provas de que muitos já
estão com suas carteiras e gavetas arrumadas, somente
á espera do momento no qual seus serviços serão
dispensados e, inevitavelmente, terão que buscar em outro
local um espaço para desenvolverem suas atividades profissionais.
Ao comentar este fato, não posso deixar de relembrar
os casos de algumas pessoas que, sem se darem conta que estavam
apenas temporariamente ocupando uma função que
não é vitalícia, deixaram de lado alguns
princípios de civilidade e até mesmo de companheirismo
e, se julgando todo–poderosos, amealharam contra si a
antipatia e o descontentamento de seus colegas, subalternos
ou não.
Na condição de jornalista, lembro-me
do que sempre dizia o confrade Lúcio Flávio Pinto
que profissionais de imprensa somos “trânsfugas
do poder”. Já vi, desde quando era repórter
da saudosa “A Província do Pará”,
matutino que pertencia aos Diários Associados, de Assis
Chateaubriand, berço-escola de grandes profissionais
do jornalismo impresso, muitos desses empertigados “chefes”
tripudiarem sobre seus subalternos e, quando era chegada a hora
da “onça beber água”, na mudança
de posição, esses “narizes empinados”
serem desbancados e verem o quanto tinham perdido ao não
captarem o apoio de seus colegas durante o estágio de
chefia. Mais uma vez, assisto a reprise desse filme, claro que
com novos e menos preparados atores.
PERISCÓPIO
terça-feira, 14/06/06 - 10h40
A jornalista Nara Bandeira Gonçalves Guedes Pereira continua
acontecendo no meio da comunicação Social. Além
de suas atividades na coordenadoria de imprensa da Assessoria
de comunicação da Federação das
Indústrias do Estado do Pará, Nara (para meu orgulho)
iniciou a atividade como colunista no site www.paidegua.com.br.
E tem dado conta do recado, com sucesso. @@@
A Jornada Fotográfica, criada para unir fotógrafos
e amantes da fotografia em jornadas fotográficas pela
cidade de Manaus (AM), tendo como idealizadores os fotógrafos
Alexandre Fonseca e Ione Moreno, do grupo “A Escrita da
Luz” (que coordena o projeto “Manaus Bem na Foto”,
de vínculo de amor pela cidade por meio da arte fotográfica),
está de vento em popa. Inclusive, uma comunidade foi
criada no Orkut para dar maior consistência às
atividades do grupo de apoiadores dessa iniciativa. @@@
O Instituto de Identificação da Polícia
Civil do Pará aumenta o número de atendimentos
domiciliares. Segundo a assessoria de comunicação
da Segup, que tem o confrade Walrimar Santos no comando, mais
de 300 pessoas foram beneficiadas pelo atendimento domiciliar
prestado pela Diretoria de Identificação da Polícia
Civil apenas este ano. O serviço oferece a possibilidade
a idosos, doentes ou portadores de dificuldades físicas
obterem a primeira via ou a renovação da cédula
de identidade sem precisar sair de casa. Conforme dados do órgão,
o número de atendimentos realizados em domicílio
vem aumentando. A diretora de Identificação da
Polícia Civil, Glória Aguiar, explica que o serviço
é voltado às pessoas com dificuldade para se locomover
até uma das unidades existentes na Grande Belém,
como idosos e pacientes hospitalizados. Basta entrar em contato
com o órgão pelos fones 4009-1402 ou 4009-1414.
@@@ Quero registrar a iniciativa e constato
o sucesso da criação da Associação
Contra o Erro Médico, fato ocorrido no dia 18 de outubro
próximo passado. A Associação Paraense
Contra o Erro Médico – ASPACEM, a primeira do Norte,
tem por finalidade fiscalizar os homens de branco, desde a consulta
à mesa de cirurgia (operações), bem como
àqueles profissionais que estiverem envolvidos, que pratiquem
imperícia, em vista da falta de experiência, omissão
e negligência na área de saúde. @@@
Ao concluir as comemorações de seus 60 anos, a
Câmara Brasileira do Livro realiza, no próximo
dia 11 de dezembro, no Espaço Rosa Rosarum, em São
Paulo, o Jantar de confraternização do Mercado
editorial Brasileiro. O evento será um momento muito
especial para todos os que atuam no mercado do livro no Brasil.
Em clima informal e descontraído, profissionais de toda
a cadeia produtiva do livro, assim como autoridades da área
cultural e educacional, têm a oportunidade de se reencontrar
para celebrar as conquistas obtidas em 2006 e comemorar o Ano
Novo. @@@ Agradeço, penhoradamente,
a todas as manifestações de apreço pela
passagem de mais um aniversário natalício. Aos
confrades colunistas, entre os quais o Walter Guimarães,
a Gioya Catette, entre outros, meus sinceros agradecimentos.
@@@ Durante esta quinzena, em vista da edição
especial dos dez anos da revista Amazon View, estarei em visita
às agências de publicidade e grandes anunciantes
da terra. A edição de aniversário está
para ir para a gráfica. É preciso cuidado para
não ficar de fora dessa oportunidade de divulgação
na região amazônica. @@@ Até
a próxima edição.