Inicial | Quem somos | Fale conosco | Reclamações | Denúncias | Notícias | Links | Úteis |

 

 

Nilton Guedes
Journalist
agencianoticiasgerais@hotmail.com

Agradecimento e meu retorno

Após um período de turbulência pessoal, no qual graças a Deus e ao meu Gohonzon aconteceram situações inusitadas e maravilhosas, me vejo impelido, outra vez, a voltar a conversar com meus ouvintes, no trabalho que desenvolvo em emissoras de rádio de Belém e Ananindeua, e, particularmente aqui, neste prestigiado, cada vez mais diversificado e bem atualizado site. Ao amigo Calderaro, um vitorioso em suas idéias brilhantes e, mais recentemente, no seu “debut” nas lides políticas locais, quero externar, publicamente, meu sincero agradecimento pela manutenção deste espaço no Acorda Pará. Mas, considerações pessoais à parte, vamos aos temas a serem abordados neste retorno ao batente.

Tsunami de Violência

terça-feira, 14/06/06 - 11h00

Não é novidade para a maioria da população paraense a crescente onda de violência que atinge e se espraia pelos quatro cantos do conturbado território da Região metropolitana de Belém. Casos de furtos, roubos, agressões, estupros, assaltos, assim como, mais recentemente, seqüestros para saques em caixas eletrônicos de bancos já se tornaram comuns e aumentam, diariamente, as estatísticas policiais, muito embora esse quadro seja muito mais grave, em vista de grande número de ocorrências não ser registrado junto aos organismos policiais.

Se há algum tempo já havia se instalado em grande parcela da população economicamente ativa um estado de tensão, ultimamente a sensação de vulnerabilidade e insegurança ganhou status de neurose. Embora não possa ser estimado o percentual desse perfil quando ao grupo social que se encontra na alça de mira desses marginais, é evidente a preocupação que tomou conta não apenas dos que possuem maior poder aquisitivo (que podem dispor de carros blindados, munidos de alarmes de alta freqüência e sensibilidade, e até mesmo de seguranças) e que agora, igualmente, é sentida, também, com maior continuidade pelos chamados anônimos que compõem a base da pirâmide social. Não é difícil ver pessoas do povo, da mesma forma apavoradas, durante o trajeto de voltas aos pontos de ônibus, nos referidos pontos e, também, dentro dos veículos de transporte de massa que os conduzem às suas casas.

Conversei, recentemente, com um oficial ligado às forças armadas e pude constatar que, não apenas na cúpula da Secretaria Executiva de Segurança, mas até mesmo nas fileiras das três armas que integram o ministério da Defesa, esse problema ganha corpo e passa a figurar no grupo de discussões prioritárias dos comandos. Sem querer me transformar no arauto do Apocalipse, me sinto na obrigação profissional de trazer à opinião pública um fato que, de tão evidente, já se transformou em desculpa para o “status quo” de uma situação irreversível que tem, como vítima final, a população menos favorecida, onde quebra a verdadeira “tsunami de violência” que continua a arrastar de roldão famílias inteiras e a despedaçar um dos mais sagrados direitos que tem o cidadão comum que é o de preservação de sua vida.

Com o fim da ressaca eleitoral, agora é hora da população que conduziu os novos dirigentes ao timão desse barco à deriva, no que tange à falta de segurança pública, cobrar, com seriedade e persistência, soluções que, pelo menos, minimizem essa cada vez mais neurotizante sensação de fragilidade.

Não resta dúvida que será necessário um tempo para que os primeiros efeitos se façam sentir. Contudo, a partir dos primeiros meses do ano que se aproxima, caberá aos novos governantes colocar em prática todo o sistema de melhoria apresentado, exaustivamente, durante a campanha eleitoral.

Por outro lado, embora reconheçam a obrigação dos veículos de comunicação de cumprirem seu papel de informar, na opinião de alguns observadores dessa situação, a massificação da violência acaba por deixar ainda mais neuróticos cidadãos que, por força da necessidade, têm que se expor aos criminosos que, se sentindo impunes, aumentam, a cada segundo, seus leques de ação. Por essa razão, ninguém mais está livre de ser a próxima vítima.

Como malas e cuias prontas

terça-feira, 14/06/06 - 10h50

Como sempre acontece em períodos de pós-eleições, nos órgãos de governo ocorre a natural preocupação dos servidores que ocupam cargos de confiança. Lembro-me que, sempre em épocas como essa, salvo quando acontecia a continuação dos partidos dos mandatários de plantão no comando político dos destinos do Estado, era grande a dificuldade que sempre enfrentaram aqueles que, embora conscientes de sua natural instabilidade no passageiro cargo de assessoramento, quando acontecia a mudança de governo e, principalmente, de sigla partidária no mandato subseqüente, ficavam em desespero por estarem com seus dias contados até a chegada dos novos dirigentes estatais.

Agora, muito embora já tenha sido anunciada a demissão de pelo menos 1.200 DAS, é nítido o clima de desalento por parte dos que sabem que, a partir deste final de ano, estarão sem os vencimentos inerentes aos cargos que até então ocupavam. Não resta dúvida que se trata de uma situação nada agradável, especialmente por atravessarmos um quadro de dificuldade em termo de colocação no mercado. Contudo, e isso é um fato novo e até certo ponto positivo, percebo que um grande número desses futuros ex-DAS agora procuram deixar suas funções de cabeça erguida e com altivez. Tenho provas de que muitos já estão com suas carteiras e gavetas arrumadas, somente á espera do momento no qual seus serviços serão dispensados e, inevitavelmente, terão que buscar em outro local um espaço para desenvolverem suas atividades profissionais.
Ao comentar este fato, não posso deixar de relembrar os casos de algumas pessoas que, sem se darem conta que estavam apenas temporariamente ocupando uma função que não é vitalícia, deixaram de lado alguns princípios de civilidade e até mesmo de companheirismo e, se julgando todo–poderosos, amealharam contra si a antipatia e o descontentamento de seus colegas, subalternos ou não.

Na condição de jornalista, lembro-me do que sempre dizia o confrade Lúcio Flávio Pinto que profissionais de imprensa somos “trânsfugas do poder”. Já vi, desde quando era repórter da saudosa “A Província do Pará”, matutino que pertencia aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, berço-escola de grandes profissionais do jornalismo impresso, muitos desses empertigados “chefes” tripudiarem sobre seus subalternos e, quando era chegada a hora da “onça beber água”, na mudança de posição, esses “narizes empinados” serem desbancados e verem o quanto tinham perdido ao não captarem o apoio de seus colegas durante o estágio de chefia. Mais uma vez, assisto a reprise desse filme, claro que com novos e menos preparados atores.

PERISCÓPIO

terça-feira, 14/06/06 - 10h40
A jornalista Nara Bandeira Gonçalves Guedes Pereira continua acontecendo no meio da comunicação Social. Além de suas atividades na coordenadoria de imprensa da Assessoria de comunicação da Federação das Indústrias do Estado do Pará, Nara (para meu orgulho) iniciou a atividade como colunista no site www.paidegua.com.br. E tem dado conta do recado, com sucesso. @@@ A Jornada Fotográfica, criada para unir fotógrafos e amantes da fotografia em jornadas fotográficas pela cidade de Manaus (AM), tendo como idealizadores os fotógrafos Alexandre Fonseca e Ione Moreno, do grupo “A Escrita da Luz” (que coordena o projeto “Manaus Bem na Foto”, de vínculo de amor pela cidade por meio da arte fotográfica), está de vento em popa. Inclusive, uma comunidade foi criada no Orkut para dar maior consistência às atividades do grupo de apoiadores dessa iniciativa. @@@ O Instituto de Identificação da Polícia Civil do Pará aumenta o número de atendimentos domiciliares. Segundo a assessoria de comunicação da Segup, que tem o confrade Walrimar Santos no comando, mais de 300 pessoas foram beneficiadas pelo atendimento domiciliar prestado pela Diretoria de Identificação da Polícia Civil apenas este ano. O serviço oferece a possibilidade a idosos, doentes ou portadores de dificuldades físicas obterem a primeira via ou a renovação da cédula de identidade sem precisar sair de casa. Conforme dados do órgão, o número de atendimentos realizados em domicílio vem aumentando. A diretora de Identificação da Polícia Civil, Glória Aguiar, explica que o serviço é voltado às pessoas com dificuldade para se locomover até uma das unidades existentes na Grande Belém, como idosos e pacientes hospitalizados. Basta entrar em contato com o órgão pelos fones 4009-1402 ou 4009-1414. @@@ Quero registrar a iniciativa e constato o sucesso da criação da Associação Contra o Erro Médico, fato ocorrido no dia 18 de outubro próximo passado. A Associação Paraense Contra o Erro Médico – ASPACEM, a primeira do Norte, tem por finalidade fiscalizar os homens de branco, desde a consulta à mesa de cirurgia (operações), bem como àqueles profissionais que estiverem envolvidos, que pratiquem imperícia, em vista da falta de experiência, omissão e negligência na área de saúde. @@@ Ao concluir as comemorações de seus 60 anos, a Câmara Brasileira do Livro realiza, no próximo dia 11 de dezembro, no Espaço Rosa Rosarum, em São Paulo, o Jantar de confraternização do Mercado editorial Brasileiro. O evento será um momento muito especial para todos os que atuam no mercado do livro no Brasil. Em clima informal e descontraído, profissionais de toda a cadeia produtiva do livro, assim como autoridades da área cultural e educacional, têm a oportunidade de se reencontrar para celebrar as conquistas obtidas em 2006 e comemorar o Ano Novo. @@@ Agradeço, penhoradamente, a todas as manifestações de apreço pela passagem de mais um aniversário natalício. Aos confrades colunistas, entre os quais o Walter Guimarães, a Gioya Catette, entre outros, meus sinceros agradecimentos. @@@ Durante esta quinzena, em vista da edição especial dos dez anos da revista Amazon View, estarei em visita às agências de publicidade e grandes anunciantes da terra. A edição de aniversário está para ir para a gráfica. É preciso cuidado para não ficar de fora dessa oportunidade de divulgação na região amazônica. @@@ Até a próxima edição.



 
 
Voltar
 
Conheça nossa Política de Privacidade
© 2002-2010 - Acorda, Pará! Todos os direitos reservados.