Recrudescimento da violência assusta
população
segunda-feira, 13/08/07 - 13h15
Moradores da Região Metropolitana de Belém
assistem, entre tensos e inseguros, o crescimento no número
de crimes cometidos, de forma acintosa e brutal, nos últimos
meses, numa clara demonstração que não existem
mais áreas seguras ou, como antes se pensava, de menor
risco. A vida humana perde, a cada dia, o seu valor. Assassinatos
são registrados nos mais variados pontos dos municípios
que compõem a RMB. Não resta dúvida que as
autoridades da área de segurança procuram controlar
a situação, muito embora os resultados sejam, até
o presente momento, inexpressivos. Apesar das prisões efetuadas
e a despeito das reações violentas de moradores
que, cansados de ter seus direitos básicos vilipendiados,
partem para a chamada “justiça pelas próprias
mãos”, os bandidos parecem buscar força na
nítida impunidade e praticam os mais diferentes tipos de
delitos, que vão desde casos de estupros a barbaridades
sem precedentes.
Um dos casos que comprovam isso e que me chamou
a atenção, no noticiário jornalístico
da Rádio Clube do Pará, foi a audácia com
a qual marginais arrombaram, em plena luz do dia e a pontapés,
a porta da casa de uma moradora de um bairro não tão
periférico. Além de agredirem e ameaçarem
a vítima e seus filhos, os pilantras deixaram a casa na
maior tranqüilidade, levando utensílios domésticos.
Fatos como este se tornaram comuns e abastecem, diariamente, as
redações de emissoras de rádio e televisão,
assim como de jornais locais. Pior do que está não
pode ficar. Precisamos de soluções para essa inquietante
questão.
Ressaca das férias castiga endividados
segunda-feira, 13/08/07 - 13h10
Após o período de veraneio de meio
de ano, quando nem mesmo com todo o apelo difundido pela mídia
local ou ainda com as promoções levadas a efeito
por órgãos de comunicação de massa
as previsões otimistas – que davam conta que haveria
uma lucratividade maior do que em anos anteriores – foram
constatadas, as esperanças dos que aguardavam por algum
reforço financeiro caíram por terra, dando lugar
a uma choradeira geral, tanto por parte dos comerciantes dos mais
badalados balneários, assim como até mesmo da população
que se arriscou a buscar “lazer” nesses locais tradicionais
de férias de julho. Como não era difícil
de prever, muitos dos que se endividaram para “curtir”
esse período agora estão desesperados tentando cobrir
os “furos” deixados em seus orçamentos pessoais.
Funcionários públicos, alvos das campanhas feitas
por financeiras que, sem consulta ao SPC ou Serasa, buscam promover
“empréstimos facilitados” para desconto nos
contracheques se conseguiram fugir da tentação pré-veraneio,
agora se vêem obrigados a ceder às “facilidades”
apresentadas por essas válvulas de escape, mesmo sabendo
que se trata de uma faca de dois gumes, já que como uma
bola de neve os juros cobrados aos inadimplentes podem chegar
a níveis estratosféricos. Como resultado dessa “saia
justa”, a partir do mês de setembro os resultados
negativos se farão sentir, deixando em estado crítico
os barnabés desavisados.
Reencontro temperado com saudade
segunda-feira, 13/08/07 - 13h05
O lançamento do livro “Um Jornal
de Campanha”, de autoria do jornalista Expedito Leal, ocorrido
no restaurante Pier 47, no complexo Ver – o – Rio,
foi um evento muito significativo para muitos dos convidados que
dele participaram entre os quais me incluo. Sem dúvida
alguma, uma oportunidade ímpar para reencontro de pessoas
que, embora em momentos diferentes, participaram de uma iniciativa
pioneira e histórica no jornalismo paraense: o lançamento
do jornal Diário do Pará. Fiquei contente por rever
companheiros como Sérgio Noronha, Rubens Silva, Ronaldo
Bandeira, Bernardino Santos, Sakamoto, Carlos Gabriel, Carlos
Rauda, Ferreira da Costa, Walter Guimarães, Eloy Lins,
Socorro e Rosemary Gomes, com os quais trabalhei nas redações
de A Província do Pará e Diário do Pará,
além, é claro, de outras pessoas com as quais estreitei
laços de relacionamento e amizade ao longo de minha trajetória
no jornalismo local, entre os quais posso citar Manoel Bulcão,
Gilberto Danin, Getúlio Oliva, Celso Herrera, “Ferrugem”,
Ronaldo Passarinho, Aurélio do Carmo, Luiz Lopes, Regina
Alves, Joércio, Lionel e Laercinho Barbalho, Luiz Negrão,
professor Hilton Brito, Ivo Amaral, Carlos Castilho, Carlos Estácio,
Guerreiro, J. R. Avelar, companheiros da Rádio Clube, onde
trabalhei por cinco anos no Departamento de Jornalismo e co-apresentando,
todas as sextas-feiras, com Narciso Korps, o programa Voz Municipalista.
De público, quero agradecer ao amigo Expedito as citações
de meu nome em fatos relatados e em trechos de seu importante
e muito bem escrito livro, sem dúvida alguma, períodos
que marcaram os bons tempos por nós vivenciados na redação
do Diário do Pará.
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Outra vez em contato com o amigo internauta que
curte o vitorioso site www.acordapara.com.br, quero deixar bem
claro que não foi pouca a vontade de manter essa conversa
com mais freqüência. Entretanto, a repaginação
que imprimo, há algum tempo, em minhas atividades me impediu
de realizar este objetivo. Contudo, com as coisas tomando o rumo
por mim esperado, não resta dúvida que, a partir
de agora, quinzenalmente estarei aqui. Grato pela compreensão
e por todos os incentivos a min direcionados. @@@
A Paratur continua a ampliar suas ações e a definir
diretrizes para os diversos pólos turísticos existentes
no Estado. Além do Marajó, onde o sistema de transportes
passa por profunda análise, outros pontos igualmente são
alvos de abordagens que visam dotar os instrumentos do setor de
infra-estrutura necessária para atender a demanda existente
e incentivar, também, aos turistas para que busquem as
atrações existentes nos municípios que os
compõem. @@@ O grupo Atakan Turismo, conforme
informei na última coluna que escrevi, está com
muitos roteiros e promoções voltadas para vários
segmentos. Os elogios têm se multiplicado. Por essa razão,
já na próxima coluna cumprirei o que prometi antes
e trarei informações a respeito dessas iniciativas
que visam melhorar as opções existentes no setor
turístico estadual. @@@ O diretor do museu
Alla Scala, de Milão, Renato Garavaglia, não poupou
elogios à ópera “O Guarani”, de Carlos
Gomes, que esteve em cartaz por três dias no Theatro da
Paz. A soprano Adriane Queiroz, o maestro Roberto Duarte e o corpo
de Ballet da Companhia Ana Unger foram citados na entrevista que
fiz com o maestro, diretor de um dos mais prestigiados núcleos
de apresentações culturais da Itália. @@@
Mais uma vez, a parceria da Gráfica Alves com a Fundação
Ipiranga e o Instituto de Desenvolvimento Educacional do Pará
(Idepa) resultou na confecção de bonitos calendários.
Obras de artistas plásticos como Acácio Sobral,
Elieni Tenório, Emanuel Franco e Geraldo Teixeira compõem
o belo visual da obra. Sem dúvida alguma, uma boa iniciativa
editorial. @@@ Nos dias 30 deste mês e
primeiro de setembro o Festival internacional de Ópera
da Amazônia apresenta o segundo espetáculo: a Ópera
“la Cenerentola”, de Gioacchino Rossini. Esta montagem
foi apresentada na sétima edição do Festival
Amazonas de Ópera, em 2003, e agora chega a Belém
em vista da parceria entre as secretarias de cultura dos governos
do Pará e Amazonas. @@@ Decisão
tomada no último encontro do Fórum Social Mundial,
realizado em Berlim, a capital paraense foi escolhida para sediar,
em 2009, o fórum. A informação da escolha
de Belém foi confirmada por um e-mail do secretário
geral do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Adilson Vieira.
Para a escolha de Belém, países como Coréia
do Sul, África e Indonésia, assim cidades como Porto
Alegre, Curitiba e Salvador, no Brasil, foram preteridas. A governadora
Ana Júlia Carepa se mostrou emocionada e muito feliz com
a escolha. “Será uma oportunidade para que os ativistas
de todo mundo conheçam um novo modelo de desenvolvimento
que valoriza a exploração dos recursos naturais
sem destruição do meio ambiente e com justiça
social”, enfatizou. @@@ Por hoje é
só, até a próxima edição.
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