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Nilton Guedes
Jornalista
agencianoticiasgerais@hotmail.com

Maio 2007

Iceberg de sujeira com a ponta à mostra

quarta-feira, 23/05/07 - 18h47
Ministros, governadores, ex-governadores, desembargadores, juizes, parlamentares, delegados, entre outras funções de menor destaque. Denúncias, CPI’s, inquéritos, apreensões e até prisões cinematográficas. Operações policiais “Furacão”, “Navalha”, “Conexão Alfa”, “Hurricane”, “Sucuri”, “Anaconda”, entre quase uma centena de outras, nos períodos de 2003 a 2007. Superfaturamentos, fraudes, desvios de verbas públicas, propinas, subornos e máfias em vários segmentos. Corrupção e Impunidade!

Vergonha! Com tantos ingredientes não enfatizarei que estou satisfeito com a seqüência de resultados que, diariamente, tem abastecido as pautas de departamentos de jornalismo de emissoras de rádio, televisão, sites jornalísticos ou mesmo de jornais e revistas.

Muito embora, ao longo de minha lide profissional, tanto em emissoras de rádio, em redações de jornais e revistas e, há algum tempo, em sites como este cada vez bem mais acessado (Acorda Pará) tenha deixado bem claro meu ponto de vista de que, enquanto houver corrupção e impunidade, a situação no Brasil continuará caótica, não posso me considerar feliz por esta triste constatação de que, a exemplo do que também, foi feito por outros confrades e confreiras, assim como por alguns cidadãos mais antenados, a sujeira e a falta de caráter de grande número de pessoas consideradas até então cidadãos acima de qualquer suspeita, que ocupam cargos considerados de alta relevância, não passam de ratazanas felpudas e gordas aves de rapina que vêm se locupletando há muito tempo, das benesses e brechas existentes no sistema político-administrativo vigente.

Na condição de profissional de comunicação e servidor público desde 83, quando por iniciativa dos dirigentes do Sindicato dos Jornalistas fui indicado para o cargo de assessor de imprensa da antiga Secretaria de Cultura, Desportos e Turismo, hoje Secretaria Executiva da Cultura, onde aprendi muito com o então secretário do à época governador Jáder Barbalho, o hoje meu confrade Acyr Castro, um jornalista competente, escritor renomado, respeitado crítico de cinema e, acima de tudo, de reconhecida honestidade. Faço esse adendo para justificar que, além do muito que aprendi a respeito da administração pública, na condição de, como já disse o também reconhecido e respeitado jornalista Lúcio Flávio Pinto, que já presidiu o Sinjor, ao definir que “o jornalista é trânsfuga do Poder”, igualmente tive a chance de perceber o quanto podem chafurdar na lama da corrupção que ainda encobre tantos “podres” as “figuras” que não se importam em rastejar e se “venderem” apenas para não perder a chance de continuar “mamando” nas já decantadas “tetas do Governo”.

Porém, não quero assumir a postura de “palmatória” e sair atirando a ermo, até porque cabe ao Ministério Público a função de comprovar e formalizar denúncias, remetendo-as ao Poder Judiciário.

Contudo, tenho consciência de que não mudarei meu ponto de vista apenas porque a ponta do iceberg ficou à mostra. Torço – como a maioria da população brasileira, que continua enganada e servindo de “vaquinha de presépio”, engordando nos “currais eleitorais” até a próxima eleição – para que, a despeito da “guerra civil que já se instalou a partir dos confrontos entre policiais e integrantes dos bandos do crime organizado instalados nos morros cariocas, ainda possamos ver a virada de mesa da República, que continua com as veias abertas e sendo atingida, arranhada e mutilada pelos pseudos homens íntegros incumbidos de manter o equilíbrio nas relações sociais de uma democracia que de tão tripudiada já não se sustenta no que seria seu principal baluarte: a justiça social.

Capacitação de mão de obra no entorno do Hangar

quarta-feira, 23/05/07 - 18h47

A Secretaria Executiva de Cultura do Estado (Secult), por meio do seu Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) realiza o projeto “Patrimônio Vivo da Minha Cidade: Educação Patrimonial”. Trata-se de um programa de qualificação e sensibilização do patrimônio cultural e turístico da cidade de Belém e um plano emergencial para o funcionamento do Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O objetivo é capacitar e sensibilizar moradores da área do entorno do equipamento, trabalhadores e futuros prestadores de serviços, membros de instituições públicas e privadas localizadas nas imediações ou diretamente envolvidos com o empreendimento, guardadores de veículos, professores, estudantes, produtores culturais e representantes da sociedade civil organizada, além de condutores de transporte coletivo (táxis e ônibus). Nesta segunda-feira, no auditório do Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, houve a aula inaugural do Módulo I do Curso I, que contou com a presença do secretário executivo de Cultura, Edilson Moura; da presidente da Escola de Governo do estado, Edilza Fontes, e da diretora do DPHAC, Lélia Fernandes.

Conferência Estadual de Cultura em ação

quarta-feira, 23/05/07 - 18h47
Após cumprir o cronograma das pré-conferências municipais da Primeira Conferência Estadual de Cultura – 1ª CEC – equipes da Secretaria Executiva da Cultura visitam, a partir deste final de semana, vários municípios paraenses serão visitados para a realização das conferências intermunicipais de cultura. Castanhal, Salvaterra, Altamira, Santarém, São Miguel do Guamá, Abaetetuba, entre outros serão alguns dos pontos onde acontecem esses eventos. O objetivo desse trabalho conjunto é debater, formular e aprovar as diretrizes das políticas públicas para a cultura paraense. A 1ª Conferência Estadual de Cultura acontecerá em Belém, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, Na oportunidade, serão estabelecidas as bases para a formulação de uma Política Estadual de Cultura.

Durante as pré-conferências e as conferências intermunicipais os trabalhos de mobilização são intensos e as comunidades interioranas participam de reuniões nas quais são apresentadas as necessidades locais, assim como são debatidos assuntos de interesse aos atores e produtores culturais. Dessa maneira, as medidas que serão adotadas pelo Governo do Estado estarão calcadas em bases reais para a consecução de uma política mais realista que atenda aos anseios dos segmentos culturais da terra.

Junta Comercial do Pará completa 130 anos

quarta-feira, 23/05/07 - 18h47
A Junta Comercial do Estado do Pará – JUCEPA – criada pelo governo imperial de D. Pedro II, por meio do Decreto nº 6.384, de 30 de novembro de 1876, foi assinado pela princesa Isabel, que na época substituía ao Imperador. Denominada, inicialmente, de Junta Comercial da Província do Pará, substituiu o antigo Tribunal do Comércio. É um órgão público que exerce atividades semelhantes as que, em outros países são exercidas pelas Câmaras de Comércio (Chamber of Commerce) e que tem como objeto efetuar o registro público das empresas mercantis e atividades afins, garantindo a sua segurança e validade. Em vista da passagem dos 130 anos, a diretoria da Jucepa elaborou uma programação alusiva ao evento. Entre outras atividades, uma sessão solene na Câmara Municipal de Belém (24/05); palestra sobre a Lei Geral das Microempresas, no auditório da Cosanpa (25/05), Sessão solene na Assembléia Legislativa (28/05) e encerramento solene na Associação Comercial do Pará (20/05) marcarão as comemorações. O Centro de Memória da Indústria e do Comércio do Pará, que tem à frente Joy Colares e Nathan Levy, se aliou às comemorações e apresentará uma exposição de imagens de marcas comerciais difundidas entre o final do século XIX e o início do século XX.

 

P E R I S C Ó P I O


De volta ao batente, aqui neste espaço do vitorioso site www.acordapara.com.br, abro esta seção da coluna com um elogio aos que, de forma correta, têm se desdobrado para cumprir a contento suas funções de servidores públicos. O resultado desse empenho são a descoberta de casos cada vez mais surpreendentes e, ainda, a prisão de envolvidos em escândalos nas mais diversas esferas politico-administrativas. @@@ Mas há muita água correndo debaixo da ponte e, como diziam os antigos, “isso ainda vai dar pano para muitas mangas”. Como não tenho compromisso com nenhum núcleo empresarial e muito menos faço parte deste ou daquele grupo, estarei atento e, sempre que me permitirem, trarei aos meus ouvintes, leitores e internautas os fatos em sua essência. @@@ Por me referir a fatos, um que merece elogios é a iniciativa do grupo Atakan Turismo. Depois de deixar em São Paulo outra área de negócios, a empresa decidiu investir no setor turístico amazônico e, há quatro anos, tem lutado para se firmar na área de receptivo. Com poderosas lanchas, desenvolve passeios entre Belém e Manaus, assim como rivers tours a preços convidativos. Na próxima coluna, trarei maios detalhes. @@@ Sem sair do tema, quero enfatizar que a Paratur começa a tomar pé em sua política neste importante setor e os primeiros frutos começam a surgir. Em continuação a um trabalho encontrado em andamento, a presidente da Companhia Paraense de Turismo tem aperfeiçoado alguns pontos e, dentro de pouco tempo, o Pará contará com o incremento das atividades necessárias para o fomento do trade. @@@ Por hoje é só, até a próxima edição.

 
 
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