Reflexão periódica
quinta-feira, 04/09/08 - 13h30
Mais uma vez impelido pela vontade de
me dirigir a você, caro leitor internauta, retorno
a esta reflexão periódica a respeito de
assuntos atuais que, no cada vez mais acessado Acorda
Pará, são pensados e desdobrados sempre
com o espírito de liberdade de expressão
e, principalmente, sem mordaças ou comprometimento
com este ou aquele grupo, muito menos com pessoas que
procurem, se aproveitando de circunstâncias, tirar
proveito ou ferir direitos inalienáveis de seus
semelhantes. Agradeço, também, novamente
ao amigo Jorge Calderaro, por este espaço, e me
sinto honrado por compartilhar com ele e com os demais
colaboradores deste portal, dessa luta que continua com
o foco principal na garantia da veiculação
da verdade, doa a quem doer. Mas, agora, iniciemos os
comentários:
TURISMO
Na condição de jornalista e, em especial
na função de diretor de Comunicação
da Associação Brasileira de Jornalistas
de Turismo, seção Pará (Abrajet/Pará),
acompanho, com bastante atenção, o desenrolar
das ações levadas a efeito, quer seja pelo
poder público (em suas três esferas), quer
seja pela iniciativa privada, no que diz respeito ao segmento
na Amazônia. Embora o cenário seja promissor,
pois são inegáveis a riqueza e o valor turístico
do Pará, não posso faltar com a verdade
– até mesmo por questões de consciência
profissional – e afirmar que aqui, ainda, falta
muito para que alcancemos, na condição de
Estado de reconhecida vocação turística,
resultados mais satisfatórios do que os verificados
ao longo de décadas. Também não serei
leviano ao afirmar que não é feito nada
para tentar mudar esse quadro. Inúmeras ações
foram e continuam a ser desenvolvidas com a nítida
intenção de mudar essa realidade. Entretanto,
fica patente, pelo menos em minha opinião, que
é preciso unidade na execução dessas
ações; que se faz necessário um planejamento
conjunto e direcionado para fins comuns, pois como afirmou
o presidente da Associação Brasileira de
Bares e Restaurantes, Seccional Pará (Abrasel/Pará),
que representa todo o segmento de alimentação
fora do lar, empresário Fábio Sicília,
“precisamos dar um passo concreto rumo a metas bem
definidas”. Ou seja, creio que seja hora de colocar
vaidades e interesses próprios de lado e procurarmos,
todos, obter resultados já conquistados por outras
unidades da Federação que souberam se utilizar
muito bem de um Plano de Ações Turísticas
baseado em planejamento e unificação de
forças, alavancado por um marketing mais agressivo
e um plano de mídia mais realista, para alcançar
patamares que extrapolam os seus limites e resultam na
principal meta dos que fazem o turismo, que é cativar
e estimular visitantes aos seus destinos. Não tenho
dúvida alguma que podemos chegar e chegaremos a
esta condição. Basta apenas força
de vontade.
CULTURA
O empenho do secretário de Estado de Cultura, Edilson
Moura, e sua equipe da Secult em levar manifestações
culturais antes centralizadas na Região Metropolitana
de Belém aos demais municípios paraenses
tem produzido efeitos satisfatórios, acima do esperado.
Em um trabalho que visa não apenas levar a cultura
a todo o Estado, mas, principalmente, captar e desenvolver
as manifestações artísticas oriundas
das comunidades que vivem em pontos distantes da capital
paraense, a Secult acumula pontos a seu favor do interiorizar
segmentos culturais como a ópera, a literatura,
ao mesmo tempo em que apóia, incentiva e ajuda
a estruturar manifestações oriundas das
mais diferentes etnias que compõem o cenário
sócio-cultural desta continental unidade da Federação.
Os testemunhos dados por pessoas do povo são nitidamente
favoráveis à adoção desta
política de interiorização. Por seu
lado, os agentes culturais, que antes mendigavam por apoio
oficial para desenvolver suas atividades, atualmente comprovam
a presença do Poder público em diversos
segmentos. Entretanto, como afirma o secretário
Edilson moura, esse é um trabalho conjunto e que
é realizado por todos os atores envolvidos na execução
da cultura paraense.
COMPORTAMENTO
A violência que atinge não apenas a Região
Metropolitana de Belém, mas a todo o Estado e,
de forma mais abrangente, ao País, tem apresentado
desdobramentos previsíveis, mas inusitados, em
diversos segmentos. As escolas de Belém têm
sido alvos constantes da ação de bandidos,
quer sejam marginais externos, quer sejam pessoas de má
índole ligadas ao próprio ambiente escolar.
O quadro se tornou tão grave que a insegurança
toma conta não apenas de pais e responsáveis,
cujos filhos e tutelados necessitam ir aos colégios,
assim como alunos, professores, diretores e servidores
de um modo geral. Embora o policiamento reforçado
iniba ações mais constantes, o reflexo do
descontrole da situação por parte de autoridades
constituídas e mesmo pelos supostamente responsáveis
pela segurança dos que fazem parte da comunidade
escolar se espraia a cada dia, com o registro de casos
de agressões, roubos, invasões, intimidações
e até mesmo enfrentamento, com vítimas fatais,
por parte dos bandidos às tênues reações
de professores e alunos mais corajosos. Análises
e discussões são levadas a efeito, tanto
no âmbito escolar, assim como nos setores da inteligência
policial, na tentativa de pelo menos minimizar os alarmantes
resultados da neurose que tomou conta de determinados
grupos de pessoas, alunos ou mesmo professores, que se
recusam a freqüentar os estabelecimentos de ensino
em vista da vulnerabilidade neles existente. É
preciso dar um basta nesta situação!
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Sucesso em todos os aspectos do projeto “Caminhos
do Sabor”, levado a efeito, em Belém, pela
Abrasel - Associação Brasileira de Bares
e Restaurantes - Seccional Pará, em parceria com
o Sebrae e com o Ministério do Turismo. O lançamento
ocorrido no restaurante “Spazzio a Bordo”,
do Grupo “Spazzio Verde”, na Estação
das Docas, coroou de êxito a iniciativa, que pelo
visto terá grande repercussão na gastronomia
paraense. Nem mesmo a falta de visão dos responsáveis
pelo controle de palco deslizante (com música ao
vivo) da área onde funciona o restaurante “Spazzio
a Bordo”, permitindo a chegada até onde ocorria
o lançamento, atrapalhou o agradável evento,
que teve pronunciamentos do diretor técnico do
Sebrae/Pará, Cláudio Cavalcante Ribeiro;
do presidente, em exercício, da Paratur, Marcos
Brandão; do presidente da Abrasel, seccional Pará,
Fábio Sicília, e explanação
dos consultores Marcelo Azevedo e Tomaz Assmar, da Insight
Consultoria e Projetos. Empresários do setor, jornalistas
e convidados prestigiaram o coquetel de alto nível
oferecido aos presentes. @@@ Promissores
são os contatos feitos, até o momento, com
prováveis apoiadores do programa radiofônico
“A Hora do Aposentado”, levado ao ar, aos
sábados pela manhã (9h às 9h30),
sob o comando do comandante Amorim e sua equipe, pela
Rádio Clube do Pará AM. Com a renovação
do contrato com a direção da emissora, o
programa continuará (até dezembro deste
ano) com meia hora. Entretanto, pelo andar da carruagem,
é praticamente certo que este campeão de
audiência seja estendido até as 10 horas.
Vamos à luta. @@@ Após
o êxito do II Festival Internacional de Óperas
da Amazônia, que se encerra este mês, no Theatro
da Paz, e da quarta edição do Circuito Cultural,
realizada em Óbidos, a Secult ultima preparativos
para a realização de mais uma Feira Pan-Amazônica
do Livro que, mais uma vez, prevê superação
de recorde de visitantes ao Hangar Centro de Convenções
e Feiras da Amazônia. @@@ A Estação
Amazônia, sob o comando das empresárias Márcia
Reis e Giselle Castro, se prepara para apresentar ao mercado
uma série de caminhos turísticos que, sem
sombra de dúvidas, devem atender ao interesse dos
diversos público-alvos aos quais se direcionam.
Fruto de um diligente e árduo trabalho de seis
meses, os produtos apresentados pela Estação
Amazônia prometem fazer a diferença. Sucesso
às dinâmicas empresárias. @@@
Por agora, é só. Até a próxima
edição.
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