Representante da Sead não consegue
dirimir dúvidas em exposição no Fomentur
sábado, 27/06/09 - 11h25
A última reunião do Fomentur
(Fórum Estadual de Desenvolvimento do Turismo),
neste semestre, foi movimentada e registrou momentos de
confrontos de idéias, acirramento de ânimos,
inabilidade e demonstração de hombridade.
No entanto, foi concluída de forma equilibrada,
apesar da sensação que ficou da necessidade
de maior entendimento a respeito da questão central
do primeiro item da pauta desse encontro do colegiado.
O
representante da Sead, Pedro Paulo, indicado pelo órgão
para esclarecer pontos da medida de contingenciamento
de despesas por parte do Governo do Estado no que diz
respeito à mudança na sistemática
de compra de passagens aéreas pela administração
estadual, direta e indireta, ao iniciar seu pronunciamento,
deixou claro não estar preparado para a tarefa
de expositor, inclusive ressaltando estranhar o convite
feito ao órgão que pertence e procurando
identificar seus interlocutores, nominalmente, já
que, como enfatizou “não foi possível
identificar tantas siglas apostas na relação
de presenças” e, também, que não
sabia, ao certo, “qual a linha de exposição
a ser usada nessa explanação, visto que
fui avisado sem antecedência necessária para
preparar instrumentos complementares às explicações
que pretendo dar”. Igualmente, foi nítida
a impressão de desconforto por parte do técnico
da Sead em se pronunciar diante do colegiado. Mesmo após
a objetiva e transparente apresentação feita
pela presidente da Paratur, Ann Pontes, que, igualmente,
preside o Fomentur, os indícios de nervosismo e
insuficiência de dados ficaram patentes no representante
governamental.
Além de, em alguns momentos, parecer
falar apenas a técnicos do Governo do Estado, enfatizando
que um dos objetivos das medidas adotadas quanto à
aquisição de passagens aéreas era
“eliminar a figura de intermediação
das agências de viagens, principalmente em vista
de casos de superfaturamento nas vendas das passagens”,
o detentor de DAS da Sead foi extremamente infeliz ao
ressaltar que “há algum tempo não
leio mais jornais, pois as notícias neles contidas
ou são fofocas ou não são verdadeiras”.
Como alegou, antes de concluir sua difícil missão,
de não ter sido avisado da sistemática do
tempo para encaminhamento e discussões dos assuntos
da pauta, o expositor usou cerca de uma hora e 50 minutos
para apresentar dados insuficientemente satisfatórios
à expectativa, principalmente dos representantes
do segmento de viagens aéreas (ABAV, Sindetur,
Singtur e Sindicato dos Trabalhadores em Agências
de Viagens), que, em sua maioria, contestou as suas declarações,
a ponto do empresário Rui Martini, presidente da
Abav, corroborado em suas declarações pelo
também empresário e presidente do Sindetur,
Joacyr Rocha, ter afirmado, categoricamente, que lamentava
o que ouvira do representante da Sead e que não
concordava, entre outros pontos, que os segmentos interessados
não tivessem sido ouvidos antes da tomada dessa
decisão governamental.
Se o senhor Pedro Paulo mereceu a contestação
direta e a crítica feita quanto à sua infelicidade
de atacar a classe jornalística, pecando pela generalização,
por outro lado, merece, pelo menos, atenção
e respeito por sua demonstração de hombridade
ao pedir desculpas pelo lamentável fato, reconhecendo
sua inabilidade ao tecer tais comentários.
Como as explicações e dados não atenderam
aos anseios do colegiado e continua a preocupação
quanto aos prejuízos e, como destacaram os presidentes
da ABAV e Sindetur, igualmente o risco de fechamento de
14 agências de viagens e, consequentemente, um expressivo
nível de desemprego, foi aceita a proposta conciliatória
de que, em outro momento, um representante da Sead, munido
de mais e consistentes dados, retorne ao Fomentur para
as devidas e esperadas explicações.
Na segunda etapa da reunião do
Fomentur, foi concluída a verificação
dos trabalhos de grupos de trabalhos empenhados na formatação
de um plano de ação ao colegiado, visando
estimular e fomentar uma maior participação
por parte dos atores envolvidos no trade. O representante
do Ministério do Turismo, Gileno.., se disse satisfeito
com a conclusão dessa etapa da elaboração
do planejamento e retornará, no próximo
semestre para avaliação das ações
que, de forma constante acontecerão por todo este
ano em busca do alcance das metas definidas para essa
ação que aprimorará as ações
no segmento turístico estadual.
Nilton Guedes, diretor de Comunicação
da ABRAJET/ Pará e membro da Comissão de
Ética da diretoria nacional da entidade/Agência
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