Um sentimento de esperança
permeia o mundo
quinta-feira, 06/11/08 - 13h15
“Que mistério é esse?
Que estranha magia, é esta que consegue fazer um
coração entristecido e quieto, outra vez
descompassar?
E batendo suas marcas de chegada, soltar
a alegria aprisionada...
Que volta a ser primeira, que volta a
ser rainha.
Ah! Que foi que aconteceu que fez a alegria
ser novamente minha?" (E.P.)
Há algo mais nesta alegria toda.
Ninguém pode negar que um sentimento
de esperança tomou conta do mundo. Só vi
coisa igual em filmes mostrando o fim da II Guerra.
Fiquei acordada até ouvir o discurso
de posse. Obama me agrada sobremaneira como ser humano.
Educado, denso, verdadeiro, inteligente, bom "feeling",
sem molecagens, sem farolices. Pesa as palavras antes
de as dizer. Um homem sério!
Gosto de pensar em sua história
de vida, da sua determinação, da sua miscigenção,
da sua ternura para com a avó, as filhas, a mulher.
Gosto de homens que não se sentem amedrontados
de alardear o amor pela mulher amada. Esses, realmente,
são especiais.
Quando milhares de jovens, velhos, mulheres
e homens, desinteressados de tudo, aborrecidos com o caminhar
da vida, saem às ruas expontaneamente pra votar
e depois pra comemorar nos quatro cantos do país
e até em outras partes do mundo, é porque
realmente alguém tocou-lhes a mente, o coração
e a alma.
O jeito dele se mostrar, sereno, confiante,
sem ofensas pessoais, mostrando sempre elegância
nas palavras e no tom que as emprega, faz de Barak Obama
um líder, como não vemos outros desde Luther
king, ou kennedy.
Fico, daqui do meu canto, admirando a
garra de que o povo americano é portador. Essa
nação tem alicerces, não há
dúvida. Isto remonta os "Pilgrins" cheios
de caráter, fortes, destemidos, e tementes a Deus.
Trabalhando para formarem na América uma terra
prometida, seu lar.
Cometeram muitos desacertos, tiveram
muitos desenganos, e muito enganos também. A dívida
deste povo para com o mundo e com seus irmãos de
outra etnia era imensa. Mas se penitenciaram. Souberam
amadurecer a idéia de igualdade, e como a Phoenix
reviveram seus ideias de liberdade saidos das cinzas.
Cinzas de guerras horrorosas, irracionais,
carregadas de desrespeito à autonomia dos países
atacados, guerras baseadas em falsas premissas, que logicamente,
não se ustentaram.
Guerras onde mataram, mas onde viram
seus jovens irem mas não voltarem. Cinzas de uma
economia iníqua, capitalismo selvagem e impiedoso.
Cinzas de preconceitos ilógicos,
e discriminção total e absoluta. Um país
grandioso, poderoso, maravilhoso. Onde o trabalho é
valorizado, a pátria é amada, cheio de possibilidades
e potencialidades, mas que arregava orgulho e o preconceito
de se achar melhor que o resto do mundo.
Agora pressinto um momento diferente
para a américa. Eles já acordaram que não
sào queridos nem admirados pela maioria do mundo.
Sabem que o gigante caiu e pra levantá-lo é
preciso mais que armas e poder. É preciso determinação,
luta , trabalho, humildade. Tornar-se confiável
novamente.
Saber que o resto do mundo existe e que
é tão importante quanto eles, na ordem das
coisas.
Saber que o desenvolvimento sem sustentabilidade,
sem regras, sem respeito ao planeta, coloca em risco a
vida de todos os homens.
Tomara a lição tenha valido,
e tenha sido aprendida. Todos precisamos despertar para
a urgência de se construir uma nova ordem; mais
humana, mais fraterna, mais justa.
Deus nos ajude! Que todos achemos nossos
caminhos nesta primeira década deste século
complicado.
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