Dia Mundial da Hepatite
sexta-feira, 16/05/08 - 15h57
O que é a campanha
Sou o número 12?
A campanha Sou o número 12? será
lançada em 19 de maio, Dia Mundial de Hepatite, em
64 países, incluindo o Brasil. Quinhentos e cinqüenta
milhões de pessoas no mundo está infectada pelas
hepatites B ou C.Uma em cada 12 pessoas está infectada
de forma crônica. A maioria delas não sabe que
tem a doença. No Brasil existem 2 milhões de
infectados com a hepatite B e entre 3 e 4 milhões infectados
com a hepatite C. Aproximadamente um em cada trinta brasileiros
está contaminado e a maioria não sabe disso,
desconhecendo que está doente porque a doença
não tem sintomas aparentes!
À frente da campanha está a World Hepatitis
Alliance (WHA), que reúne ONGs, especialistas e sociedades
médicas. No Brasil e na América Latina, o Grupo
Otimismo é o representante local da WHA. "A difusão
de informações sobre hepatites B e C para a
população em geral é o primeiro passo
da campanha", diz Carlos Varaldo, presidente do Grupo
Otimismo e vice-diretor da World Hepatitis Alliance. "A
segunda etapa da campanha é trabalhar pelo reconhecimento
da hepatite como uma epidemia mundial."
Para o Dia Mundial de Hepatite foram planejadas ações
em diversos lugares do mundo com o objetivo de alertar e informar
a população sobre as hepatites B e C. Em locais
de intensa circulação de pessoas e nos principais
marcos turísticos, haverá distribuição
de panfletos informativos, palestras, workshops, shows, caminhadas,
testagem das hepatites, entre outras atividades.
Também faz parte da campanha Sou o número 12?
que cada país participante entregue a seu governo uma
lista de 12 metas a serem implementadas até 2012. "O
objetivo é desenvolver um programa efetivo de prevenção,
diagnóstico e tratamento das hepatites B e C",
explica Varaldo. No Brasil, as 12 metas enviadas para o governo
são:
· Reconhecer as hepatites B e C como o maior desafio
na saúde pública, merecendo atenção
urgente do governo e passando a ser incluídas e consideradas
uma política estratégica de saúde, na
Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária
Anual, Plano Plurianual, Plano Nacional de Saúde e
Conselho Nacional de Saúde.
· Compromisso do Ministério da Saúde
em trabalhar estrategicamente no combate à epidemia,
centralizando a aquisição de todos os insumos
(testes e medicamentos) para o tratamento das hepatites B
e C.
· Implementar um cronograma de atualização
dos valores dos procedimentos necessários para o diagnóstico,
acompanhamento e tratamento das hepatites B e C.
· Compromisso de atualizar anualmente os protocolos
e portarias de tratamento conforme a melhor prática
internacional definida nos consensos médicos, discutidas
em consultas públicas.
· Compromisso de trabalhar junto à sociedade
civil (ONGs), às sociedades médicas e aos conselhos
de saúde nos projetos, políticas e implementação
das ações para oferecer tratamento assistido
e multidisciplinar.
· Realização de duas campanhas por ano
em rádio, televisão, jornais e revistas para
divulgar a doença, reduzir o estigma e a discriminação.
· Divulgação pública da real
e efetiva incidência e prevalência (notificação)
das hepatites virais em cada município brasileiro.
· Disponibilidade de testes de detecção
gratuitos e anônimos em todas as cidades com mais de
100 mil habitantes a partir de 2009 e implementação
de um cronograma progressivo para os próximos cinco
anos com metas quantificáveis para testagem anônima
das hepatites B e C em todos os postos de saúde e hospitais
públicos.
· Compromisso para disponibilizar as vacinas das hepatites
A e B a toda a população, realizando campanhas
anuais, com um cronograma progressivo de implementação
até 2010.
· Elaboração em 120 dias, em parceria
com ONGs e sociedades médicas, de um cronograma progressivo
para os próximos cinco anos com ações
e metas quantificáveis para reduzir a incidência
e prevalência das hepatites B e C.
· Elaboração em 120 dias, em parceria
com ONGs e sociedades médicas, de um cronograma progressivo
para os próximos cinco anos com metas quantificáveis
para reduzir as estatísticas de óbitos e transplantes
por causa das hepatites B e C.
· Elaboração em 120 dias, em parceria
com ONGs e sociedades médicas, de um cronograma progressivo
para os próximos cinco anos com metas quantificáveis
em relação ao aumento da infra-estrutura de
atendimento e a quantidade de pacientes em tratamento de hepatites
B e C a cada ano.
A partir da lista de metas locais a serem implementadas,
a WHA quer garantir atenção das autoridades
de saúde para as hepatites B e C. "São
doenças que infectam e matam na mesma escala que a
aids, a tuberculose ou a malária, mas não são
foco de políticas públicas na mesma medida",
alerta Varaldo.
Está em toda parte, em todo o mundo.
Está em todas cidades, e em todos países.
Você é o número 12?