segunda-feira, 28/12/08 - 15h20
Novo estudo demonstra que combinação
de anticorpo monoclonal com a quimioterapia convencional
pode estender sobrevida em pacientes com câncer
de mama avançado
Os resultados do estudo internacional RIBBON
2 demonstram o uso de Bevacizumabe como tratamento
de segunda linha – tratamento adotado após
falha da medicação padronizada -
para este tipo de câncer
Os resultados de um estudo internacional fase
III, chamado RIBBON 2, apresentados durante o
32º Simpósio Anual de Câncer
de Mama, em San Antonio, nos EUA, mostram que
as mulheres tratadas com Bevacizumabe combinado
à quimioterapia convencional, como tratamento
de segunda linha (tratamento adotado após
falha da medicação padronizada para
a doença), tiveram aumento de 22% na chance
de estarem vivas, sem piora da doença (sobrevida
livre de progressão da doença),
em comparação ao grupo que só
recebeu a quimioterapia.
“Este foi o primeiro estudo de fase III
a demonstrar que a combinação de
um medicamento antiangiogênese com a quimioterapia
convencional de segunda linha pode estender o
tempo de sobrevida livre de progressão
da doença, para as mulheres com câncer
de mama avançado,” disse o Dr. Adam
Brufsky, diretor médico do Centro de Câncer
Feminino do Hospital da Universidade de Pittsburgh
e principal pesquisador do estudo.
“Este é um resultado significativo,
já que muitas mulheres com doença
avançada apresentam piora do câncer
quando a quimioterapia inicial deixa de funcionar
e, atualmente, a única opção
para essas mulheres é uma nova quimioterapia.
O crescente conjunto de evidências, que
apoia o uso combinado de Bevacizumabe, dá
aos médicos maior flexibilidade na escolha
do esquema mais adequado para suas pacientes”,
complementou Antonio Carlos Buzaid, diretor de
operações do Hospital Sírio
Libanês.
No Brasil, de acordo com o INCA – Instituto
Nacional de Câncer, as taxas de mortalidade
por câncer de mama continuam elevadas, muito
provavelmente porque a doença ainda é
diagnosticada em estágios avançados.
Na população mundial, a sobrevida
média após cinco anos é de
61%. Para 2011, o INCA estima aproximadamente
50 mil novos casos de câncer de mama no
País.
Sobre o Estudo RIBBON 2
O estudo foi focado em mulheres com câncer
de mama avançado, negativo para HER2, já
tratadas anteriormente com uma primeira linha
de quimioterapia. Os eventos adversos foram semelhantes
aos já relatados com o uso de Bevacizumabe
e não foram observados dados inéditos
de segurança clínica nesse estudo.
O RIBBON 2 foi outro estudo fase III positivo,
que se soma às evidências clínicas
favoráveis ao uso de Bevacizumabe no tratamento
de mulheres com câncer de mama avançado,
agora como segunda linha. O papel de Bevacizumabe
no tratamento de primeira linha já foi
bem estabelecido, com base nos resultados de três
estudos de fase III (E2100, AVADO e RIBBON-1).
De modo geral, esses estudos mostram dados consistentes
de eficácia e segurança em vários
subgrupos de pacientes, independentemente das
quimioterapias com as quais Bevacizumabe é
combinado.
Sobre Bevacizumabe
Bevacizumabe é um anticorpo que bloqueia
especificamente o VEGF (fator de crescimento endotelial
vascular). O VEGF é o principal promotor
da angiogênese tumoral – processo
essencial para o desenvolvimento e a manutenção
dos vasos sanguíneos necessários
para que o tumor cresça e se dissemine
(metástases) para outras partes do corpo.
O modo de ação preciso do Bevacizumabe
ajuda a controlar o crescimento e as metástases
tumorais, com impacto limitado sobre os efeitos
colaterais da quimioterapia.
Os benefícios do Bevacizumabe em termos
de sobrevida foram comprovados em diversos tipos
de tumor. Bevacizumabe está aprovado na
União Europeia, para tratamento de quatro
tipos de tumores comuns, em estágio avançado:
câncer colorretal, câncer de mama,
câncer de pulmão e câncer renal.
Esses tipos de câncer causam, juntos, quase
3 milhões de mortes, todos os anos. Nos
EUA, o Bevacizumabe foi a primeira terapia antiangiogênica
aprovada pela FDA e, atualmente, está aprovado
para o tratamento de quatro tipos de tumores:
de mama, colorretal, glioblastoma (câncer
cerebral) e pulmonar de não pequenas células.
No Brasil, está aprovado para o tratamento
do câncer colorretal e pulmão, e
aguarda aprovação da ANVISA para
câncer de mama, renal e glioblastomas multiformes.
Mais de 500 mil pacientes já foram tratados
com Bevacizumabe até o momento. Um programa
clínico abrangente, com mais de 450 estudos
clínicos, está pesquisando o uso
de Bevacizumabe em vários tipos de tumor
(inclusive colorretal, pulmonar, cerebral, de
mama, de estômago, de ovário, da
próstata e outros) e em diferentes contextos
(doença avançada ou em estágios
iniciais).
Sobre a Roche
Sediada na Basileia, Suíça, a Roche
é líder na área de saúde
com foco em pesquisa, com uma forte presença
nas áreas farmacêutica e diagnóstica.
A Roche é a maior companhia de biotecnologia
do mundo, com produtos e serviços diferenciados
em oncologia, virologia, doenças autoimunes,
metabólicas e do sistema nervoso central.
A companhia também é líder
mundial no mercado de diagnóstico in vitro
e diagnóstico do câncer por meio
de tecidos, além de pioneira em gerenciamento
do diabete. A estratégia de Medicina Personalizada
da Roche tem por objetivo oferecer medicamentos
e recursos de diagnóstico que promovam
melhorias tangíveis da saúde, qualidade
de vida e sobrevida dos pacientes.
Em 2008, com mais de 80 mil colaboradores no
mundo inteiro, a Roche investiu cerca de 9 bilhões
de francos suíços, ou 20% de seu
faturamento, em Pesquisa e Desenvolvimento. A
empresa norte-americana Genentech é hoje
completamente integrada ao Grupo Roche, que possui
ainda participação acionista majoritária
na empresa Chugai, do Japão. Mais informações
estão disponíveis no site www.roche.com.br.