terça-feira, 01/12/09
- 16h12
por Jussara Kishi
O Hospital Ophir Loyola (HOL),
referência no tratamento de câncer
na região Norte, avança em aquisição
de equipamentos e melhorias na infraestrutura
e no quadro de profissionais. Em entrevista coletiva
na tarde desta segunda-feira (30), em Belém,
o diretor geral do hospital, Paulo Soares, falou
sobre os recentes investimentos feitos na instituição,
que atende pacientes de todo o Pará em
diversas especialidades médicas.
Durante a coletiva, o diretor geral e o secretário
de Estado de Governo, Edilson Rodrigues de Sousa,
também prestaram esclarecimentos sobre
a situação dos servidores do Ophir
Loyola. Nesta semana, 86 dos mais de 1.900 funcionários
estão deixando o hospital devido ao vencimento
de seus contratos de trabalho. Mas a saída
dos funcionários, garante o diretor, é
um procedimento normal do ponto de vista administrativo,
e não prejudicará os serviços.
"Tomaremos todas as medidas cabíveis
para regularizar o atendimento no Hospital Ofir
Loyola", afirmou o secretário de Governo.
O Parque de Radioterapia do hospital conta com
um novo acelerador linear, aparelho de última
geração, fundamental para o tratamento
do câncer e que já está em
fase final de testes. Outros dois aceleradores
em funcionamento serão trocados por novos
até 2011. O diretor do HOL afirmou, ainda,
que já chegou ao hospital um novo tomossimulador,
vindo dos Estados Unidos e adquirido por R$1,6
milhão, e anunciou que, em breve, chegará
mais um aparelho de Braquiterapia, no valor de
US$186 mil. Além do Parque, UTI e Pediatria,
outros setores da instituição também
estão recebendo investimentos, a fim de
melhorar a qualidade do atendimento oferecido
à população.
Plano Diretor - Segundo Paulo Soares, atualmente
o principal problema do Ophir Loyola é
a grande demanda por atendimento, o que, garante
ele, acontece há muitos anos. Para fazer
frente a essa demanda, a diretoria do hospital
trabalha em um Plano Diretor, que deve permitir
a ampliação da capacidade de atendimento,
dos atuais 5 a 6 mil pacientes/mês, em cerca
de 30%. O Plano inclui mais investimentos e readequações
nas estruturas física e organizacional
do HOL, e deve ser implantado no primeiro semestre
do próximo ano. "Esse plano atende
a um anseio de todos os funcionários do
hospital", disse ele.
Edilson de Sousa informou que o governo do Estado
está investindo na descentralização
do atendimento oncológico no Pará.
Os municípios de Santarém e Tucuruí
possuem unidades de tratamento, além do
Hospital Universitário João de Barros
Barreto, em Belém, que divide a demanda
com o HOL. Mesmo assim, o Estado já investiu
cerca de R$ 10 milhões em apenas três
anos somente no Ophir Loyola, para onde a maioria
da população recorre.
O diretor Paulo Soares informou ainda que o hospital
recebeu do Ministério da Saúde e
do Ministério da Educação
o certificado de "Hospital de Ensino",
garantia federal de que a instituição
atende aos critérios de um centro hospitalar
capacitado para contribuir com a formação
de profissionais de saúde.
Para a diretoria do HOL, a certificação
chega em um momento oportuno, já que uma
grande dificuldade enfrentada nas regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país
é a carência de médicos e
demais profissionais da área de oncologia.
"A deficiência de especialistas em
câncer é uma das nossas preocupações.
Temos que formar profissionais para que não
tenhamos que buscar em outros locais, e o certificado
vai nos trazer essa possibilidade", disse
o médico.
Fonte: Secom