terça-feira, 22/12/09
– 19h00
A meta é que em 2011
as novas estruturas estejam funcionando e possam
receber as equipes de Saúde da Família.
A atuação desses profissionais tem
reduzido a mortalidade infantil no Brasil .
O ministro da Saúde, José
Gomes Temporão, acaba de liberar R$ 225,4
milhões para construção de
880 Unidades Básicas de Saúde (UBS)
em 779 municípios. As UBSs (veja lista
por estado) são os principais locais de
atuação das equipes de Saúde
da Família, que trabalham em ações
de prevenção e reabilitação
de doenças e manutenção da
saúde nas comunidades. Todos os 26 estados
do país e o Distrito Federal foram beneficiados.
A expectativa é que, nos próximos
dias, outros 200 municípios sejam beneficiados
com a medida. Confira aqui a lista dos municípios
beneficiados.
“Essas unidades básicas
de saúde são um grande avanço
para a qualificação da atenção
básica e terão impacto direto na
saúde dos brasileiros. Com elas, será
possível reforçar e melhorar o atendimento
da população por meio do Estratégia
Saúde da Família. Além disso,
vão contribuir diretamente para o trabalho
de redução da mortalidade infantil
e controle de doenças crônicas, que
vêm sendo feito pela atuação
das equipes do Saúde da Família.
A presença desses profissionais é
de extrema importância para que mais mães
e crianças vivam com saúde”,
afirma Temporão.
O dinheiro deverá ser
utilizado para a construção dessas
unidades que contarão com consultórios
médicos e odontológicos, banheiros
e salas de espera. O custo das unidades é
de R$ 200 mil – para locais onde serão
acolhidas uma equipe de Saúde da Família
– ou R$ 400 mil – no caso dos espaços
com capacidade para receber três equipes.
Os recursos para equipamentos dos postos são
de responsabilidade dos municípios.
Os investimentos são orientados
pelo Plano Nacional de Implantação
de Unidades Básicas de Saúde, que
prevê a utilização de um valor
total R$ 330 milhões para a construção
de UBSs em 2009 e 2011.
O secretário de Atenção
à Saúde, Alberto Beltrame, explica
que a ação vai fortalecer a Estratégia
Saúde da Família. “É
a primeira vez que o Ministério financia
a construção de Unidades Básicas
de Saúde nessa modalidade, por transferência
fundo a fundo – o que facilita a execução
e agiliza a implantação das unidades.
Vamos aumentar a qualidade dos centros de saúde
e ampliar o alcance do Saúde da Família.
Além disso, com a padronização,
fortalecemos a identidade das unidades e qualificamos
a atenção primária à
saúde”, afirma Beltrame.
CRITÉRIO – Para divisão do
recurso, o Ministério levou em conta, no
caso dos municípios com até 50 mil
habitantes, os indicadores de Fundo de Participação
dos Municípios (FPM), renda per capita,
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH),
além dos resultados da Política
Nacional de Atenção Básica
à Saúde. No caso dos municípios
com população superior a 50 mil
habitantes, a cobertura do Saúde da Família
foi o principal critério de seleção.
O empenho para redução da mortalidade
infantil foi observada nos dois perfis.
“Tentamos atender todos
os municípios que solicitaram o suporte
no site do Fundo Nacional. As demandas foram acolhidas
de acordo com o teto estabelecido para cada perfil
de município. Dessa forma, a maior parte
das solicitações teve resposta positiva”,
explica a diretora do Departamento de Atenção
Básica (DAB) do Ministério da Saúde,
Claunara Schilling Mendonça.
Com intuito de incentivar novas
adesões ao Saúde da Família,
mas também prestigiar as localidades que
já fazem parte do programa, o ministério
dividiu o aporte da seguinte maneira: municípios
com até 50 mil habitantes, que têm
70% da população com acesso ao Saúde
da Família, ganharão uma nova Unidade
Básica de Saúde para melhorar o
trabalho das equipes já existentes. Municípios
com essa faixa populacional, mas, com cobertura
menor do que 70%, precisam se comprometer com
a inclusão de uma nova equipe para ter
direito ao benefício. No caso dos municípios
com mais de 50 mil habitantes, a referência
foi de 50% da população com acesso
ao programa.
REPASSE - Para
garantir mais agilidade na construção
das Unidades Básicas de Saúde, o
Ministério adotou uma nova estratégia
de repasse dos recursos. A transferência
dos valores será feita em três etapas:
com a publicação das portarias que
habilitam o recebimento do dinheiro, a pasta encaminha
10% do valor estipulado. Depois que apresentarem
comprovantes de contratação das
empresas que realizarão a construção,
receberão 65% do montante. Com a finalização
da construção, serão depositados
os 25% finais. Nos últimos dez anos, o
repasse era feito por meio de convênio e
a execução podia demorar até
cinco anos para ser concluída.
SAÚDE DA FAMÍLIA
A Saúde da Família é a principal
estratégia do Ministério da Saúde
para oferecer assistência básica
à população. Equipes multidisciplinares
– formadas por um médico, um enfermeiro
e entre 5 a 12 agentes comunitários –
atendem as famílias em ações
de prevenção, recuperação,
reabilitação de doenças,
além de promoção e manutenção
da saúde dessas comunidades. Os casos mais
graves são encaminhados a unidades de saúde
com melhor infra-estrutura.
UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE POR ESTADO
Acre
Alagoas
Amazonas
Amapá
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Minas Gerais
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Pará
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Paraná
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Rondônia
Roraima
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo
Tocantins Total:
|
2
18
17
1
83
70
4
7
50
29
116
14
16
14
40
55
25
65
36
16
8
3
36
45
7
87
16
880
|