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Redução de Estômago: Engordar para fazer procedimento é um risco, afirma cirurgião

quinta-feira, 03/12/09 – 17h18

Médico comenta que comportamento, além de perigoso, não é garantia de corpo esbelto para a vida toda

A obesidade é um problema de saúde publica e afeta adultos e crianças. Acesso aos alimentos industrializados, falta de tempo para fazer as refeições corretamente e o sedentarismo são alguns dos motivos que fazem os ponteiros da balança subirem.

Dieta balanceada associada aos exercícios físicos regulares são as ações recomendadas para eliminar os quilos extras e adquirir qualidade de vida. Porém, muitos optam por se arriscar a engordar para fazer a operação de redução de estômago.

"É cada vez mais comum pacientes que ignoram os perigos de um procedimento cirúrgico como hemorragia, infecção, formação de coágulos e até a morte", alerta o cirurgião do Hospital Bandeirantes, Dr. Denis Pajecki.

De acordo com o especialista, a pessoa está acima do peso e engorda mais para se enquadrar em obeso mórbido e fazer a operação de graça, mesmo tendo condições financeiras para arcar com as despesas. "Com isso, desenvolve diabetes, hipertensão e doenças do coração", comenta Dr. Pajecki.

A cirurgia de redução de estômago é uma forma de perder peso e é indicada para pessoas que estão com obesidade mórbida e que há dois anos têm o mesmo peso ou não param de engordar.

O procedimento cirúrgico não significa permanecer magro para o resto da vida, pois sem uma reeducação alimentar, o organismo se adapta a nova condição e a obesidade volta.

"Esta conscientização deve ser feita antes da cirurgia, pois no pós-operatório, a ingestão de comida é muito regrada. Para se ter uma idéia nos primeiros dias, a alimentação se resume a líquidos (sopa) e em medidas pequenas que caibam em uma xícara de café", explica o cirurgião do Hospital Bandeirantes.

Segundo o médico, se a pessoa não fizer uma reeducação alimentar, o pós-operatório é muito sofrido e pode ser perigoso. O especialista cita o exemplo do playboy Chiquinho Scarpa, que desobedeceu à orientação médica, consumiu mais líquido do que o estômago suportava e voltou para o hospital com complicações.

"Não vale a pena engordar para fazer a operação de redução de estômago. É perigoso para a saúde, além de não ser garantia de corpo esbelto a vida inteira. Reeducação alimentar e exercícios ainda são a solução para o problema da obesidade", conclui o cirurgião Dr Denis Pajecki, do Hospital Bandeirantes.

SOBRE O HOSPITAL BANDEIRANTES

Localizado no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, o Hospital Bandeirantes tem 34 anos de existência e é referência em atendimentos de alta complexidade, com know-how nas áreas de atenção cardiovascular, oncologia, transplantes e cirurgias especializadas. Faz parte do Grupo Saúde Bandeirantes, junto com o Hospital Leforte, no Morumbi, Hospital Glória, na Liberdade, Hospital Lacan, para atendimento psiquiátrico, em São Bernardo do Campo, e Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté.

Na primeira semana de novembro, o Hospital Bandeirantes inaugurou dois andares da sua nova ala. No início de 2011, os outros pavimentos do novo prédio terão suas obras concluídas. Com isso, o HB passará a ter mais de 30 mil metros quadrados, com Centro de Oncologia, ressonância magnética e medicina nuclear com pet scan e mais 120 leitos, totalizando 280, sendo 80 de UTI. O investimento para a ampliação é de R$ 45 milhões.

O Hospital Bandeirantes possui a certificação ONA 3 - Excelência da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Esse selo de qualidade garante a segurança e a melhoria contínua dos serviços prestados, que seguem padrões nacionalmente reconhecidos.

Apenas 37 hospitais brasileiros possuem o ONA 3, sendo cerca de 10 na capital paulista e, entre eles, o Hospital Bandeirantes.

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