Resultados de pesquisa IBGE mostram
que as políticas estão no caminho certo,
diz Temporão
sexta-feira, 18/12/09 – 17h25
Estudo divulgado hoje pelo IBGE mostra resultados
dos programas de controle do tabagismo, de prevenção
de DST-aids e da saúde bucal
Os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde
do Escolar (PeNSE), elaborada pelo IBGE e financiada
pelo Ministério da Saúde, reforçam
a importância das políticas desenvolvidas
pela pasta para promover qualidade de vida dos adolescentes.
“Este levantamento inédito mostra que
o Ministério da Saúde está no
caminho certo. Temos ações para combater
de frente os principais problemas enfrentados pelos
adolescentes”, afirmou Temporão, que
participou, nesta sexta-feira, da divulgação
da pesquisa na sede do IBGE, no Rio.
As ações governamentais foram fundamentais,
por exemplo, para reduzir o número de fumantes
na adolescência, além de contribuir com
a maior prevenção de doenças
sexualmente transmissíveis (DST) e aids entre
os mais jovens e melhorar a saúde bucal deles.
A pesquisa revelou que quase 76% dos estudantes brasileiros
nunca experimentaram o cigarro. O dado é um
reflexo da política de controle do tabagismo
do Instituto Nacional do Câncer (Inca), ligado
ao MS. Pelo Programa Saber Saúde, que o Inca
leva para as salas de aula, mais de dois milhões
de alunos do País já foram orientados
sobre os males causados pelo fumo.
Temporão ressaltou que o Brasil tem mais ex-fumantes
que fumantes. “A redução do tabagismo
é ainda maior entre os mais jovens. E as nossas
ações contribuem com essa queda significativa”,
avaliou. Na tentativa de reduzir a atração
de jovens e adolescentes pela droga, o Ministério
da Saúde também limitou a publicidade
da indústria do tabaco e inseriu imagens de
advertência mais explícita das conseqüências
do hábito nas carteiras de cigarro.
ÁLCOOL – O número
de adolescentes que já experimentaram bebida
alcoólica chamou a atenção do
ministro da Saúde. A PeNSE mostrou que mais
de 71% dos estudantes haviam bebido. Na avaliação
de José Gomes Temporão, os jovens são
estimulados a beber desde cedo por causa de publicidade.
“O Ministério da Saúde é
favorável à regulamentação
da propaganda de bebida. A maioria dos países
tem regras claras para veicular esse tipo de anúncio”,
disse.
Uma das principais armas na prevenção
do consumo de álcool teve a gestação
iniciada no Ministério da Saúde. A lei
seca, criada em 2008, proíbe o motorista de
beber e dirigir depois. As normais mais duras causaram
um impacto positivo na vida do brasileiro e no sistema
de saúde. No primeiro ano de lei seca, o número
de internações hospitalares em função
de acidentes de trânsito caiu 23%.
SAÚDE SEXUAL – O foco
do Programa DST-aids do MS na educação
preventiva dos jovens foi decisivo para a maior conscientização
deles sobre saúde sexual e reprodutiva. Segundo
a PeNSE, 76% dos escolares que iniciaram a vida sexual
utilizaram o preservativo na última relação.
Os jovens têm acesso gratuito às camisinhas
nos postos de saúde da rede pública.
Mais de 700 milhões de unidades foram distribuídos
para toda a população em 2008 e 2009.
O Programa Saúde na Escola já levou
a 8 milhões de estudantes orientações
de saúde sexual. A parceria entre os ministérios
da Saúde e Educação permite que,
em sala de aula, sejam abordados conteúdos
como sexo seguro, álcool e drogas. A PeNSE
revelou que 87,5% dos escolares da rede pública
tiveram informações sobre como prevenir
aids e outras DST. Sobre prevenção de
gravidez, mais de 80% tiveram lições
em sala de aula.
SAÚDE BUCAL – Outra
conquista do Ministério da Saúde entre
os mais jovens é a ampliação
na cobertura do Programa Brasil Sorridente. Nos últimos
dois anos, mais de 70 milhões de kits foram
distribuídos para as secretarias municipais
de 1.242 municípios com baixo Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica
(Ideb).
Segundo a PeNSE, 73,6% dos adolescentes declararam
escovar os dentes três ou mais vezes ao dia.
A freqüência é maior entre os alunos
de escolas públicas, os principais beneficiados
pelo Brasil Sorridente. Apenas 16,2% dos adolescentes
relataram ter dor de dentes nos últimos seis
meses.
ATIVIDADE FÍSICA –
A PeNSE destacou que mais de 30% dos escolares são
inativos ou insuficientemente ativos. Preocupado com
o sedentarismo da população, o Ministério
da Saúde já havia lançado neste
ano o Plano Nacional de Atividade Física. Até
o fim de 2011, a meta é reduzir a população
sedentária de 29% para 24%.
Para o ministro, a falta de exercícios entre
os mais jovens é preocupante. “É
nessa faixa etária que se constroem padrões
de comportamento. As conseqüências podem
ser nefastas”, enfatizou. José Gomes
Temporão citou que obesidade, hipertensão
e diabetes são problemas de saúde muitas
vezes iniciados por hábitos de vida e alimentação
iniciados na adolescência.