SUS facilita venda de medicamentos
para idosos
quinta-feira, 17/12/09 - 20h13
A partir de agora, eles não precisam mais
ir pessoalmente às farmácias com selo
do Ministério da Saúde para comprar
remédios. Parentes e amigos podem levar uma
procuração
A partir de agora, os idosos não precisam
mais sair de casa para ter acesso aos medicamentos
oferecidos pelo Programa Farmácia Popular do
Brasil. Em vez de ir pessoalmente às unidades
de venda, quem tem 60 anos ou mais pode assinar uma
procuração para que qualquer pessoa
compre os remédios, em seu nome, nas 8.428
farmácias particulares com o selo Aqui tem
Farmácia Popular. As mudanças foram
publicadas no Diário Oficial da União
nesta quinta-feira (17).
Antes, menores de dezesseis anos e pessoas com deficiência
mental já podiam enviar representantes para
comprar os medicamentos. O diretor do Departamento
de Assistência Farmacêutica do Ministério
da Saúde, José Miguel do Nascimento,
observa que a ampliação do benefício
segue os princípios do Estatuto do Idoso, ao
contribuir com a garantia do direito à saúde.
“Há idosos que, muitas vezes, têm
dificuldade para se locomover. Ao facilitar o acesso
aos medicamentos, humanizamos o atendimento no SUS.
Qualquer parente ou amigo poderá ir às
unidades”, afirma o diretor.
Para comprar os remédios no lugar do idoso,
a pessoa deverá levar, além da procuração
reconhecida em cartório, a receita médica
(de unidade de saúde pública ou privada),
os documentos de identidade e CPF próprios
e os do paciente. As prescrições médicas
têm validade de 120 dias a partir da emissão
- com exceção dos contraceptivos, cuja
validade é de 12 meses.
PROGRAMA – Criado em 2004,
o Programa Farmácia Popular do Brasil amplia
o acesso da população aos medicamentos
essenciais por meio da redução de custo
desses remédios. A rede Farmácia Popular
vende 107 itens, além do preservativo masculino,
para as doenças mais comuns na população
brasileira, como hipertensão e diabetes. Outro
foco é a venda de anticoncepcionais. Os medicamentos
dessa rede são destinados principalmente às
pessoas que não têm condições
financeiras de pagar pelo produto e, por isso, muitas
vezes interrompem o tratamento.
O Programa funciona por meio das Unidades Próprias
(em parceria com estados e municípios) e do
Sistema de Co-Pagamento, lançado em 2006 e
desenvolvido com drogarias privadas. Nas Unidades
Próprias, a população tem acesso
aos remédios pelo preço de custo, o
que representa uma redução de até
90% no valor em comparação com farmácias
e drogarias particulares.
No Sistema de Co-Pagamento, o governo paga uma parte
do valor dos medicamentos e o cidadão paga
o restante. O valor pago pelo Ministério da
Saúde é fixo e, por isso, a população
pode pagar menos para alguns remédios do que
para outros, de acordo com a marca e o preço
cobrado pela farmácia. Mas, em geral, o cidadão
também tem desconto de até 90% nessas
unidades, reconhecidas pela marca Aqui tem Farmácia
Popular.