Saúde cumpre meta e fecha
o ano com recursos liberados para 250 UPAs
quinta-feira, 24/12/09 - 00h47
Com duas portarias publicadas hoje, Ministério
alcança número de Unidades de Pronto
Atendimento previstas. Em 2009, destinou R$ 558,2
milhões para a construção delas
em todo o país. Serão mais 250 até
2011
O Ministério da Saúde autorizou, em
2009, a construção de 250 Unidades de
Pronto Atendimento (UPAs) - meta estabelecida no início
do ano e cumprida pelo governo federal. O número
foi alcançado nesta quarta-feira (23) com a
liberação de recursos para as duas unidades
(no Amazonas e em Minas Gerais) que restavam para
cumprir a meta. Ao todo, neste ano, o governo federal
liberou R$ 558,2 milhões para as obras e os
equipamentos dos serviços, que funcionarão
em todo o país. Até o fim de 2011, o
Ministério vai autorizar mais 250 UPAs no país.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
diz que o cumprimento da meta faz parte do esforço
da pasta em priorizar os programas que refletem diretamente
no atendimento à população. Ele
explica que, ao fortalecer a Estratégia Saúde
da Família, ampliar o SAMU para todo o país
e liberar recursos para que todos os Estados tenham
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), está
focando numa estratégia para desafogar as emergências
dos hospitais, que historicamente têm demandas
superiores à estrutura disponível. “A
integração entre esses programas, com
a construção das UPAS e das UBSs (Unidades
Básicas de Saúde), para as quais também
acabamos de liberar recursos, ajudará a reduzir
as filas dos hospitais e ampliar a qualidade da assistência
à população”, afirma o
ministro.
Neste sentido, o ministério comprou, em 2009,
1.825 ambulâncias — maior compra já
realizada no país — para distribuir às
cidades que ainda não possuem serviços
do SAMU. A meta da pasta é universalizar o
programa até o fim de 2011. As ambulâncias
do SAMU trabalham de maneira integrada às UPAs,
ao realizar o atendimento pré-hospitalar móvel.
Nesta terça-feira (22 de dezembro), o ministro
liberou R$ 225,4 milhões para a construção
de 880 Unidades Básicas de Saúde (UBSs)
em 779 municípios do país. As UBSs são
os principais locais de atuação das
equipes de Saúde da Família, que trabalham
em ações de prevenção
e reabilitação de doenças nas
comunidades. Nos últimos dois anos, o Ministério
da Saúde incluiu 10 milhões de pessoas
no atendimento do Saúde da Família,
cuja cobertura chega, hoje, a 96 milhões de
pessoas.
REDUÇÃO DAS FILAS -
Atualmente, o estado do Rio de Janeiro possui 23 UPAs.
O atendimento tem sido de alta resolutividade nas
UPAs do RJ. Desde maio de 2007, quando foi inaugurada
a primeira unidade da rede (a da Maré), até
22 de dezembro de 2009, 3.699.290 de pacientes foram
atendidos nas 22 unidades
em funcionamento. Entre eles, apenas 21.632 (0,58%)
precisaram ser removidos para hospitais. Isso significa
que 99,42% dos casos foram resolvidos nas próprias
UPAs.
Criado em 2002, o projeto das UPAs 24h integra a
Política Nacional de Atenção
às Urgências e baseou-se em experiências
de sucesso em cidades como Campinas (SP), Curitiba
(PR) e Belo Horizonte (MG). As UPAs estão integradas
a rede SAMU, à rede básica e ao Programa
Saúde da Família. Nas unidades, assim
que os pacientes chegam, os médicos prestam
socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico.
Eles analisam se é necessário encaminhar
o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação
por até 24 horas.
Após o início do funcionamento das
novas unidades, o governo federal destinará
R$ 45,9 milhões por mês para sua manutenção.
Do total de 250 UPAs autorizadas, 95 são do
tipo III, com estrutura de até 20 leitos e
capacidade para atender 450 pessoas por dia; e 88
do tipo II, que recebem 300 pessoas diariamente. As
outras 67 são do tipo I, com oito leitos e
potencial para atender até 150 pacientes por
dia.
COBERTURA – As cidades interessadas
em construir UPAs devem ter o serviço de SAMU
habilitado ou estar em processo de aprovação
do projeto. Entre os requisitos está o compromisso
de atingir, no mínimo, 50% de cobertura do
Programa Saúde da Família na abrangência
de cada UPA, no prazo máximo de dois anos.
O QUE SÃO UPAS?
As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) integram
a Política Nacional de Atenção
às Urgências do Ministério
da Saúde e oferecem atendimento de emergência
de baixa e média complexidade 24 horas
por dia. Elas são responsáveis por
estabilizar o quadro clínico dos pacientes,
definir um diagnóstico e analisar a necessidade
de encaminhá-los ou não a uma unidade
hospitalar. Os pacientes podem ser liberados,
permanecer em observação por até
24h ou removidos a um hospital, no caso de o quadro
ser grave ou mais complexo.
CLASSIFICAÇÃO
De acordo com a Portaria 1.020 publicada no dia
13 de maio de 2009 no Diário Oficial da
União (DOU), as UPAs são classificadas
em três diferentes portes, de acordo com
o número de habitantes de cada região
(veja quadro). Em regiões com menos de
50 mil habitantes, em vez da UPA, o governo oferece
salas de estabilização com a presença
de um médico para o atendimento das urgências
mais observadas em cada localidade.

Além das 250 UPAs liberadas
pelo MS em 2009, a pasta repassou, em 2008, recursos
para a construção de 58 UPAs em
19 estados e Distrito Federal. No caso dessas
unidades, a verba foi repassada por meio de um
convênio da Caixa Econômica Federal.
A responsabilidade pela construção
é dos estados e dos municípios.
Veja a lista:
