terça-feira, 17/11/09 –
11h25
A exposição sem proteção
adequada colabora para o surgimento do fotoenvelhecimento
e do câncer de pele
Após a publicação da revisão
de uma série de estudos, publicada na revista
Lancet Oncology, e a audiência pública
realizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) sobre os malefícios dos raios
UVA emitidos pelas câmaras de bronzeamento,
o seu uso no país está proibido.
Até o mês de julho de 2009, as câmaras
eram consideradas prováveis cancerígenas,
mas agora elas estão diretamente relacionadas
ao câncer de pele. Segundo a Agência Internacional
para Pesquisa do Câncer, uma divisão
da Organização Mundial da Saúde
(OMS)*, o risco da doença aumenta em 75% em
pessoas que iniciaram seu uso antes dos 30 anos de
idade. Esses equipamentos emitem radiação
UVA até 10 vezes mais que a luz solar.
Embora os raios UVA não sejam os principais
responsáveis pela ardência e vermelhidão
na pele como a radiação UVB, eles danificam
a estrutura das células da pele, danificando
sua estrutura. Essas mutações genéticas
podem estimular o surgimento do câncer de pele.
Mas o perigo não está apenas nas câmaras
de bronzeamento. Com a chegadas das estações
mais quentes, a exposição ao sol aumenta
consideravelmente. Ao contrário dos raios UVB
-- que são mais intensos das 10h às
16h --, os raios UVA têm uma incidência
constante durante o dia todo.
Os raios UVA
O perigo está no fato de que a radiação
ultravioleta A é contínua e imperceptível
durante o ano todo – ao contrário da
UVB que tem maior incidência nos dias quentes
e no verão. Ao atingir a pele, ela penetra
mais profundamente do que os raios UVB e atinge a
hipoderme (ou camada de gordura). Como sua incidência,
na maioria das vezes, não provoca vermelhidão
ou queimaduras e nem mesmo sensação
de calor, sua presença é frequentemente
ignorada, assim como seus riscos.
Danos irreversíveis
Rugas e manchas são os sinais mais visíveis
da ação do UVA sobre a pele e representam
alterações clássicas do chamado
fotoenvelhecimento. Mas ele só irá dar
o ar da graça com o passar dos anos. É
nessa época que muitas mulheres se arrependem
da falta de cuidados que tiveram no dia a dia para
se protegerem do sol. Isso porque, os raios UVA agem
de forma gradual, contínua e discretamente
na destruição dos fibroblastos da pele,
responsáveis pela produção de
colágeno e elastina, deixando-a com aspecto
enrugado e com perda de elasticidade. Os danos são
permanentes e costumam tornar-se visíveis após
os 30 anos.
Além de todos esses danos, os raios ultravioleta
A também estão relacionados ao desenvolvimento
do câncer de pele. Até pouco tempo, acreditava-se
que os grandes vilões eram apenas os raios
UVB, que têm uma ação muito mais
perceptível, porque provocam vermelhidão,
queimaduras e ardência. Segundo o Instituto
Nacional do Câncer (INCA), o Brasil teve, em
2008, 55.890 novos casos de câncer não
melanoma em homens e 59.120 em mulheres.
Mesmo que muitos saibam dos efeitos nocivos dos raios
UVA, nos dias nublados ou chuvosos (mesmo no verão),
as pessoas acabam deixando o protetor solar de lado.
A falsa impressão de que a incidência
dos raios é menor e, por isso, seus malefícios
são quase nulos, as expõem aos danos
nocivos do astro-rei sobre a pele. Tempo nublado,
chuvas e uma menor intensidade (aparente) da luz solar
compõem um cenário fictício de
que o sol deu uma trégua. Mas se engana quem
assim pensa. A radiação UVA é
constante, contínua e, perigosamente, imperceptível.
Como se proteger de verdade
É importante ressaltar que nem todo protetor
solar é eficaz contra os efeitos nocivos dos
raios UVA. Muitos apenas protegem contra a ação
dos raios UVB. Por essa razão é importante
ficar atento ao rótulo das embalagens antes
de optar pelo produto adequado. Se o protetor não
indicar proteção UVA de moderada a alta
(UVA ++ /UVA +++), é preciso que o consumidor
tenha a consciência de que ela pode não
existir.
As linhas SpectraBan, SunMax e Ansolar, da Stiefel,
oferecem proteção contra os raios UVA
e UVB. A unidade de medida de proteção
UVA utilizada pelos protetores solar da Stiefel é
a metodologia PPD (simbolizada por “cruzinhas”),
considerada a mais adequada por especialistas no mundo
todo. O Brasil ainda não adotou oficialmente
uma unidade de medida obrigatória pelos fabricantes
que comercializam seus produtos no País.
A indicação dos especialistas é
a de que o protetor solar tenha FPS 15 como o Fator
de Proteção Solar contra os raios UVB
e “moderada” (ou UVA ++) contra os UVA.
• câmara de bronzeamento provoca câncer
alerta OMS. Disponível em: www.sbcd.org.br/noticia.php?id=9945
• revisão de 20 estudos sobre radiação
UVA: http://press.thelancet.com/tlosunbeds.pdf
• INCA. Disponível em: www.inca.gov.br
Sobre a Stiefel
Há mais de 160 anos os Laboratórios
Stiefel produzem produtos diferenciados para o cuidado
da saúde da pele. No Brasil, a empresa conta
um complexo industrial localizado no município
de Guarulhos (SP) e atua há mais de 35 anos,
sendo líder de mercado. Seu portfólio
engloba produtos para fotoproteção,
clareamento da pele, dermatite seborreica, psoríase,
hidratação, tratamento da acne, entre
outros.