Mel de açaí orgânico
garante renda o ano todo para o produtor do fruto
segunda-feira, 26/10/09 – 10h15
Igarapé-Miri, nordeste do
Pará, já carrega o título de
capital mundial do açaí. Agora está
prestes a ser o primeiro a produzir em escala comercial
mel de néctar de açaí orgânico.
Essa é a especialidade da Associação
dos Apicultores de Igarapé-Miri (Apimi).
A associação começou a produção
há cerca de seis anos quando os produtores
resolveram fazer uma experiência para produzir
mel a partir das flores do açaizeiro. A experiência
deu certo e agora a entidade busca a comprovação
científica de que 90% do néctar é
colhido pelas abelhas do açaizeiro. Este estudo
garante a certificação da produção
agregando valor ao produto. O mel produzido do pólen
tem a vantagem de ter todos os 22 aminoácidos
existentes na natureza e essenciais para a saúde
humana.
A atividade a partir do açaí é
rentável, principalmente porque o açaizeiro
garante renda o ano inteiro para as famílias.
"De março a agosto estamos colhendo o
mel, e de julho pra frente começa a safra do
açaí", informou Sebastião
do Carmo, presidente da Apimi.
Crescimento - O Pará é o maior produtor
de mel dos estados amazônicos. Em 2008, a produção
chegou a 1 milhão e 100 mil toneladas. "Crescemos
cerca de 30% nos últimos dois anos", garantiu
Gerson de Morais, presidente da Federação
Apícola do Pará (Fapic).
Para incentivar a produção no estado,
a Secretaria de Agricultura do Pará investiu
R$ 1 milhão por meio de iniciativas de fomento
à produção e capacitação
técnica. E entre 3 a 6 de dezembro realiza
no município de Soure, no Arquipélago
do Marajó, o 8º Congresso Estadual de
Apicultura e Meliponicultura do Pará (Apipará),
maior fórum de debates sobre cadeia produtiva
de mel na Amazônia que terá como tema
central "Capacitação e Desenvolvimento
na Amazônia".
O Congresso irá discutir a produção
a partir do pólen. Capanema, também
no nordeste paraense, é o primeiro município
paraense a desenvolver esta atividade devido à
presença de grande quantidade de coqueirais
que favorecem a produção.
Fonte: e-campo