Programa Saúde Auditiva do
Bettina Ferro atende 1,2 mil pessoas
quinta-feira, 02/09/10 - 17h25
por Cleide Magalhães
Ajudar na inclusão social e na qualidade de
vida de pessoas que têm perda auditiva leve
ou profunda. Esse é o principal papel do Programa
Saúde Auditiva, do Hospital Universitário
Bettina Ferro de Souza (HUBFS), da Universidade Federal
do Pará (UFPA).Atualmente, cerca de 1,2 mil
pacientes são beneficiados pelo programa, que
existe desde 2006. A excelência no atendimento
faz com que o HUBFS seja considerado um dos poucos
hospitais na Região Norte do Brasil a realizar
atividade com cuidados médicos multiprofissionais.
Segundo a coordenadora do Programa, a médica
Ana Paula Rodrigues, cerca de 800 pacientes contam
com próteses auditivas. Para isso, segundo
ela, são necessárias algumas condições.
“Nos casos de perda profunda da audição,
os pacientes passam por uma triagem para receber o
implante. Para obter melhor resultado, o ideal é
que a pessoa tenha tido perda auditiva pós-lingual,ou
seja, depois da aquisição da linguagem",
explica a médica. "E quanto mais cedo
a criança for tratada, melhor o resultado na
recuperação da audição”,
orienta.
Próteses - De acordo com o coordenador do
setor de Otorrinolaringologia do Bettina Ferro, o
médico José Cláudio Cordeiro,
por mês, o Programa faz a adaptação
da prótese em 70 pacientes. “A finalidade
é atender toda a demanda reprimida do Estado,
ou seja, pacientes que estão em filas de espera
há muito tempo", assegura o coordenador.
Cordeiro explica que a iniciativa faz parte de um
convênio do HUBFS com o Ministério da
Saúde e objetiva entregar 200 aparelhos por
mês. "Todos que estiverem cadastrados no
Programa de Saúde Auditiva do Bettina e necessitarem
do uso de prótese irão receber”,
afirma o médico.
Acesso ao Programa - Para conseguir o aparelho, o
paciente deverá procurar a Unidade Municipal
de Saúde mais próxima, onde receberá
o encaminhamento para o HUBFS, através do Departamento
de Regulação do Sistema Único
de Saúde (SUS). Ao chegar ao Bettina Ferro,
será cadastrado no sistema do Hospital, passando
pelo atendimento de médico residente, o qual
fará uma triagem inicial.
Em seguida, já com exame de audiometria em
mãos, a pessoa será submetida à
avaliação da coordenadora do Programa,
de um assistente social e de um psicólogo.
Cerca de dois meses depois, o paciente será
comunicado a fazer o molde do aparelho para verificar
o modelo que se adapta melhor a sua estrutura auricular.
Acompanhamento -Todo o processo de adaptação
do paciente é acompanhado pelos profissionais
do Programa, os quais fornecem todas as orientações
sobre alterações que poderão
ocorrer. “Esta etapa é muito importante,
porque com a implantação do aparelho
o paciente passará a ouvir sons que ele não
saberá discriminar e, para ajudar nisso, garantimos
o atendimento com fonoaudiólogo", explica
Cordeiro. "O ideal é que a pessoa mantenha
o acompanhamento no Hospital, pelo menos uma vez a
cada seis meses", completa.
Serviço:
Programa Saúde Auditiva
Informações: Hospital Bettina Ferro
- (91) 3201 8578
Fonte: Assessoria de Comunicação do
HUBFS