Câmara de Marabá entrega
contribuições para projeto Alpa
sexta-feira, 22/01/10 - 16h05
A Câmara de Vereadores de Marabá,
por meio da Presidente e de outros vereadores do município,
entregou nesta quinta-feira, 21, ao Secretário
de Estado de Meio Ambiente Anibal Picanço um
documento com as contribuições da sociedade
marabaense, para o Projeto Aços Laminados do
Pará (Alpa) antes da liberação
da Licença Prévia pela Sema.
O Secretário se comprometeu
a analisar as propostas por meio da Diretoria de Licenciamento
e dar retorno o mais breve possível. “O
documento formulado pela câmara será
incorporado ao processo de licenciamento para dar
subsídios aos técnicos da Sema na análise
do projeto Alpa”, afirmou.
A Presidente Júlia Veloso
ao entregar o documento, disse que o município
é a favor do projeto, desde que a empresa Vale
permita que a sociedade de Marabá caminhe junto
com o desenvolvimento industrial da Alpa. “Não
somos contra o projeto, apenas queremos garantias
de que o impacto social vai ser compensado”,disse.
Feito por uma comissão formada
pela Câmara e por entidades civis organizadas,
o documento abrange contribuições da
comunidade pescadora até técnicos multidisciplinares
da região. Dentre as propostas expressas estão
o pedido de investimento na educação
ambiental, convênio com as universidades para
ampliar a oferta de cursos de formação
e pós-graduação afins ao projeto
Alpa.
As proposições também
incluem a estruturação técnica
e laboratorial da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
de Marabá para aprimorar o controle de poluição
de ar e água; o apoio na preservação
de quelônios da bacia do Tocantins e, entre
as medidas compensatórias que o Estado vai
cobrar da empresa, o pedido de estímulo financeiro
para a criação de Unidades de Manejo
Florestal (UMFS), e equipamentos e qualificação
para os pescadores.
O documento deixa claro que a discussão
da sociedade marabaense não está pautada
na inviabilidade do projeto Alpa para o município,
mas nas considerações necessárias
a sua implantação. “O que se solicita
nada mais é do aquilo que se tem direito, cujo
embasamento é fornecido por leis e resoluções
federais, que não colocam em risco a viabilidade
socioeconômica do projeto que muito se defende
para esse município. Mas, ao contrário,
beneficia mais e mais a população marabaense”,
diz o texto.