Criação de peixe
em cativeiro será regularizada em Tucuruí
terça-feira, 26/01/10 - 19h33
A assinatura de um Termo de Ajuste
de Conduta (TAC) para a regularização
das atividades de criação de peixes
em cativeiro foi o motivo de um encontro entre os
representantes das secretarias de Estado de Meio Ambiente
(Sema), de Pesca e Aquicultura (Sepaq), Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama), da Centrais Elétricas
do Norte do Brasil (Eletronorte) e da Cooperativa
Agroindustrial e Comercial dos Expropriados de Tucuruí.
Também esteve presente representante do Centro
de Integração Regional (CIR) de Marabá,
que articulou a reunião.
Em junho de 2009, a Cooperativa Agroindustrial e
Comercial dos Expropriados de Tucuruí, onde
517 famílias trabalham na piscicultura em cativeiro,
teve 150 toneladas do peixe Pirapitinga apreendidas
pelo Ibama, por falta de licenciamento ambiental da
atividade.
O presidente da cooperativa, Euclides Lima, reconhece
a necessidade do licenciamento ambiental e declara
que os criadores de peixe de Tucuruí precisam
da liberação do produto apreendido para
comercialização. “Pretendemos
a liberação do peixe e a regularização
da nossa atividade”, disse.
Carlos Yassuo, gerente de articulação
e desenvolvimento socioambiental da Eletronorte, garante
que a atividade vai ser legalizada e que a autonomia
financeira dos expropriados de Tucuruí é
o principal interesse da estatal, fiel depositária
do peixe apreendido: “o projeto da cooperativa
é financiado pela Eletronorte, que considera
muito importante a emancipação financeira
dos antigos expropriados da barragem”.
Durante a reunião foi definida a elaboração
do TAC, até sexta-feira (29), estabelecendo
a suspensão da apreensão e liberação
da comercialização do produto apreendido,
além de transformação da multa
em serviços para a melhoria da produção
no município.
O embargo para a venda futura continua até
o licenciamento ambiental da criação
de peixe em cativeiro, em Tucuruí. Segundo
os produtores, as cooperativas dos municípios
de Itupiranga, Jacundá e Breu Branco também
paralisaram as atividades, antes de qualquer apreensão,
e também precisam de licenciamento ambiental.
Diante da informação de que está
sendo montado o parque aquícola em Tucuruí,
com definição e identificação
dos lotes, e que as atividades de algumas famílias
individualmente já foram homologadas pelo Ministério
da Pesca e Aquicultura, o secretário da Sema,
Aníbal Picanço, informou que a licença
ambiental pode ser concedida em um prazo de até
90 dias após o protocolo no órgão
ambiental do Estado. “O que já estiver
homologado pelo Ministério da Pesca já
pode dar entrada na Sema para adiantar a concessão
do licenciamento”, esclareceu.
Fonte: SEMA/PA