sexta-feira, 22/01/10 - 17h02
O Ministério da Pesca
e Aquicultura (MPA) vai suspender nesta sexta-feira
(22/01) 79 mil carteiras de pescadores em todo
o Brasil. A medida tem como objetivo averiguar
possíveis irregularidades no registro desses
profissionais, que se forem confirmadas implicará
na cassação das carteiras.
O cancelamento desses registros terá
como consequência a interrupção
de benefícios e direitos, como crédito
e óleo diesel subsidiado, seguro defeso
e os benefícios previdenciários,
entre eles o salário maternidade e auxílio
doença. As pessoas notificadas pelo MPA
terão 60 dias para prestar esclarecimentos
ao Ministério.
Desse total de registros que podem apresentar
algum tipo de irregularidade, os casos mais graves
foram averiguados no Pará onde cerca de
10 mil pessoas inscritas como pescadores podem
estar exercendo outras atividades profissionais.
Os outros casos são de óbito sem
baixa do registro que podem chegar a 3.500 pessoas;
vínculo empregatício fora da atividade
pesqueira totalizando 48 mil casos. Foi constatado
ainda o registro de pescador por pessoas beneficiárias
da Previdência que estejam impedidas de
exercer atividades profissionais, como idosos
e deficientes, que chegam a cerca de 16 mil.
A suspensão das carteiras representa
ainda a melhoria da qualidade dos dados do Registro
Geral da Pesca (RGP) que contém as informações
cadastrais de todos os pescadores profissionais
do país. Além disso, sinaliza ainda
aos trabalhadores regularizados que o MPA está
atento as irregularidades que possam vir a ocorrer.
Em 2005 e 2006, o MPA fez um recadastramento dos
pescadores resultando numa diminuição
de 503 mil para 350 mil no número de profissionais
inscritos no RGP. Em 2008 e 2009 foram canceladas
também diversas carteiras em operações
pontuais nos estados do Amazonas, Rio Grande do
Norte e Pará. Atualmente, o número
de pescadores registrados no RGP chega a 850 mil
em todo o país.