Uso de etanol para gerar energia
elétrica reduz emissões poluentes na
atmosfera
quinta-feira, 28/01/10 - 10h42
O uso do etanol na geração
de energia elétrica, cujo processo de conversão
foi inaugurado pela Petrobras na usina termelétrica
de Juiz de Fora vai reduzir as emissões de
gases na atmosfera. Essa foi uma das principais conclusões
constatada durante o período de teste da unidade,
que vem sendo realizado desde a manhã do último
dia 31 de dezembro.
Segundo a Petrobras, a queima do etanol para geração
de energia elétrica teve início às
10h25 do dia 31 de dezembro e os testes avaliam o
desempenho da turbina consumindo etanol, a vida útil
dos equipamentos e os níveis de emissões
atmosféricas, como o óxido de nitrogênio,
bem como a competitividade econômica desse novo
combustível frente às demais fontes
de geração termelétrica.
Na avaliação da estatal, nos primeiros
dias de testes, o resultado tem se mostrado bastante
satisfatório. Em 150 horas de geração
de energia elétrica com etanol, entre os dias
31 de dezembro e 13 de janeiro, verificou-se redução
de 30% na emissão de óxido de nitrogênio,
comparando com as emissões do gás natural.
O Centro de Tecnologias do Gás Natural e Energias
Renováveis (CTGAS-ER), parceria entre Petrobras
e SENAI, montou uma estação de monitoramento
na UTE Juiz de Fora para realizar a medição
em tempo real das emissões de óxidos
de nitrogênios, de óxidos de carbono
e de óxidos de enxofre.
Ainda na avaliação da Petrobras, a
geração de energia elétrica a
partir do etanol abre, além de grandes oportunidades
para o país com ganhos econômicos e energéticos,
também ambientais.
"Além da segurança energética
resultante da diversificação das fontes
de geração, há ainda a criação
de um novo segmento de mercado para o etanol no Brasil
e no exterior, a redução dos níveis
de emissões atmosféricas e a possibilidade
de negociação de créditos de
carbono no mercado internacional, por meio do Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo (MDL), garante a estatal.
"Essa é mais uma iniciativa da Petrobras
para diversificar as fontes de suprimento para geração
de energia elétrica e estimular a produção
de combustíveis renováveis, dando maior
flexibilidade ao sistema elétrico brasileiro",
sustenta ainda a empresa.
Fonte: Agência Brasil