350 caranguejos voltam para o mangue
no Pará
quinta-feira, 18/03/10 - 14h17
O período de defeso do caranguejo-uçá
foi motivo de fiscalização, nesta quarta-feira
(17), nos municípios de Bragança e Augusto
Correa, na região do salgado, efetivada pela
secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) Batalhão
de Polícia Ambiental (BPA) e PM de Bragança.
A ação atende resolução
publicada no Diário Oficial do Estado, em janeiro,
que considera a proteção do estoque
natural da espécie e o controle do ecossistema
manguezal fundamentais para a reprodução
e preservação do crustáceo.
Em Bragança, as equipes se
deslocaram para a feira da cidade e para o bairro
do Morro. Todos os vendedores fiscalizados nesses
locais apresentaram a documentação de
estoque e venda e foram alertados de que nos períodos
do defeso, o atual de 16 até 21 de março,
a estocagem e venda só podem ocorrer nos três
primeiros dias.
Em Augusto Correa, nenhum dos vendedores
de caranguejo na feira local apresentou qualquer autorização
de estoque e venda, que deve ser obtida na Sema, no
Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) ou nas prefeituras municipais até o
último dia antes do início de cada período
do defeso. Pela falta da documentação,
350 caranguejos foram apreendidos e devolvidos ao
manguezal das Ilhas das Pedras, no município.
Este é o quinto período
de defeso do caranguejo desde janeiro deste ano. Nos
quatro anteriores, já foram devolvidos cerca
de sete mil caranguejos aos mangues de São
Caetano de Odivelas e os animais que não possuíam
condições de retornar ao habitat natural
foram doados para alimentação de pessoas
atendidas por entidades filantrópicas na Região
Metropolitana de Belém. O último período
do ano de proteção ao crustáceo
vai se estender de 31 de março até 5
de abril.
A bióloga, Solange Luz, da
Gerência de Fauna da Sema, disse que que durante
a fiscalização para atender a proibição
da captura, transporte e comercialização
do caranguejo , também é observado o
defeso de peixes que está em vigor até
final de março para, por exemplo, tambaqui,
pirarucu e o caso especial do peixe mero, que está
oficialmete protegido até 2012 e informa queo
defeso na bacia Araguaia Tocantins está encerrada.
Animais silvestres em cativeiro também são
apreendidos pelos fiscais durante o trabalho. “A
proteção do acasalamento e ovulação
do caranguejo e peixes é fundamental para o
futuro das espécies e das futuras gerações
de pescadores”, conclui.
Fonte: ASCOM SEMA/PA