Aumenta a resistência contra
a Barragem de Belo Monte
segunda-feira, 15/03/10 - 20h48
por Rogério Almeida
A caminhada em defesa da vida e
do rio Xingu contra a Construção da
Hidrelétrica de Belo Monte leva as ruas de
Altamira mais de 1500 manifestantes
Nesta segunda, dia 15 de março,
mais uma vez, movimentos sociais, moradores da cidade
e da zona rural de Altamira e região, saem
nas ruas de Altamira em favor da vida e contra a barragem
de Belo Monte, numa manifestação organizada
conjuntamente pelo Movimento dos Atingidos por Barragens
(MAB) e Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS).
A caminhada iniciou as 07h30min da manhã em
frente ao campus da Universidade Federal do Pará,
onde estão acampados pessoas de Marabá
e Tucuruí que vieram a Altamira para reforçar
os movimentos de resistência contra Belo Monte
e sensibilizar seus moradores a respeito das violações
e opressões vividas pelos atingidos por barragens
de outras localidades do país.
Mais de 1500 pessoas – entre
representações dos movimentos sociais,
estudantes, agricultores e ribeirinhos da Volta Grande
do Xingu, lideranças do MAB de Tucuruí
e Marabá, representações dos
movimentos sociais dos municípios de Porto
de Moz, Gurupá, Senador José Porfírio,
Vitoria do Xingu e Anapu - marcharam pelas principais
ruas comerciais de Altamira em protesto contra o governo
Lula e a implantação ilegal da barragem
de Belo Monte no Rio Xingu. Durante a caminhada, os
manifestantes queimaram os bonecos do Presidente Lula,
de Dilma Russef, Carlos Minc e dos representantes
das empresas interessadas na construção
da barragem, como Camargo Correia, Odebrecht e Andrade
Gutierrez, Vale do Rio Doce, Alcoa e Suez em frente
ao centro Eletronorte.
De 15 a 19 de março, o MAB
está realizando um acompanhamento em Altamira
com moradores de Tucuruí, Marabá, Itaituba
e da região da Transamazônica e do Xingu.
A programação conta com palestras e
visitas nas famílias de áreas de baixadas
da cidade de Altamira, para repassar as experiências
sofridas pelos atingidos por barragens com a construção
da Hidrelétrica de Tucuruí e de outras
regiões do país. A atividade vem assim
fortalecer o Movimento Xingu Vivo para Sempre e os
moradores da região em sua luta de resistência
contra a construção de Belo Monte.