Biocombustíveis de 2º
geração unem Embrapa e instituições
do Reino Unido
quarta-feira, 10/03/10 - 11h18
Está aberto, até 19
de março, o processo de seleção
para o aperfeiçoamento de curta duração
no Reino Unido que faz parte do projeto “Inglaterra-Brasil:
pesquisa com biocombustíveis de segunda geração”,
aprovado em 2009, entre a Embrapa Agroenergia, unidade
da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária,
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento e Universidades e Centros de Pesquisa
do Reino Unido.
Podem
participar analistas e pesquisadores da Embrapa e
das instituições parceiras do Sistema
Nacional de Pesquisa Agropecuária – SNPA.
O projeto envolve o envio para o Reino Unido de até
15 profissionais, pelo período de 6 meses,
para que desenvolvam pesquisas em laboratórios
de centros de pesquisa.
Na primeira etapa do edital, foram selecionados quatro
pesquisadores que, a partir desse mês, irão
para a Inglaterra e Escócia. A pesquisadora
da Embrapa Agroenergia, Cristina Machado, será
a primeira representante do grupo. A partir do dia
22 de março, ela estará na Universidade
de Nottingham (Inglaterra), para acompanhar e desenvolver
técnicas de processo fermentativo e isolar
microrganismos para a produção de etanol
de 2º geração.
Em parceria com a professora da Universidade, Katherine
Smart, considerada referência mundial em metabolismo
de leveduras, Cristina irá desenvolver técnicas
que também serão aplicadas paralelamente
nos trabalhos de laboratório da Embrapa Agroenergia.
A Inglaterra tem mostrado interesse em desenvolver
pesquisas com a Embrapa, nas áreas de biocombustíveis,
especialmente para o etanol. “Dessa forma, o
acordo vai fortalecer essa parceria. É importante
para a Embrapa e para eles”, aponta a pesquisadora.
Para Cristina, a oportunidade pode abrir portas para
que outros intercâmbios ocorram.
Outras pesquisas
Além dela, os pesquisadores Hugo Molinari,
da Embrapa Agroenergia e Cristiane Farinas, da Embrapa
Instrumentação Agropecuária,
partem para o país britânico e o pesquisador
Jonny Scherwinski, da Embrapa Recursos Genéticos
e Biotecnologia, para a Escócia.
No Centro de Pesquisas de Rothamsted, Molinari irá
desenvolver um trabalho que relaciona a diminuição
da formação de interligações
de ácido ferúlico entre as xilanas,
com o aumento da digestibilidade e a facilidade na
separação dos componentes da parede
celular das gramíneas.
Para a Embrapa, ressalta o pesquisador, esta pesquisa
trará oportunidade do compartilhamento de técnicas
e metodologias vinculadas a esta nova abordagem, as
quais poderão ser incorporadas às novas
estratégias de manipulação da
parede celular de espécies com importância
econômica para o Brasil, como a cana-de-açúcar.
Além disso, esta oportunidade de intercâmbio
permitirá ganho de conhecimento na área
de feruloilação da parede celular de
gramíneas, que representam um importante alvo
para a engenharia genética de culturas de interesse
energético.
Na Inglaterra, Cristiane vai desenvolver, de junho
a dezembro, um projeto sobre a especificidade de enzimas
que atuam na hidrólise da parede celular vegetal
junto ao “Programa Açúcares da
Parede Celular”, da Universidade de Cambridge.
Nesse trabalho, a pesquisadora pretende adquirir conhecimentos
sobre os novos métodos de análise quantitativa
da atividade enzimática, ao trabalhar com o
grupo do Centro de Bioenergia Sustentável da
Universidade.
Cristiane considera que essa experiência poderá
contribuir para o desenvolvimento dos processos fermentativos,
possibilitando uma avaliação mais rápida
e eficiente da produtividade enzimática em
função da variação das
condições operacionais.
Já na Escócia, na Universidade de Dundee,
Jonny irá trabalhar a partir de julho, com
biologia celular e transformação genética
de plantas. “Estaremos trabalhando na manipulação
da síntese de alguns constituintes da parede
celular, em especial a lignina, a partir de estratégias
de transgenia utilizando como planta modelo a cevada”,
explica o cientista. “Embora o trabalho a ser
desenvolvido seja com uma planta que não é
utilizada para etanol de 2º geração
no Brasil, a aplicação prática
no meu retorno ao País será a de usar
estratégias similares inicialmente em cana-de-açúcar”,
complementa.
Os profissionais interessados em participar desse
intercâmbio podem obter mais informações
na página da Embrapa Agroenergia www.cnpae.embrapa.br
ou pelo telefone (61) 3448-1582, com o Luiz Carlos
Rodrigues.
Fonte: Embrapa Agroenergia
Agroenergia: foco em soluções - da biomassa
à energia
Internet: www.cnpae.embrapa.br
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