Sema analisa impactos ambientais
de projeto de loteamento
segunda-feira, 01/03/10 - 11h48
Uma equipe multidisciplinar da Secretaria
de Estado de Meio Ambiente (Sema), composta de técnicos
da Gerência de Projetos de Obras Civis e de
Infra-estrutura (Geinfra), já está analisando
as informações colhidas em vistorias
de campo, nos dias 24 e 25 de fevereiro, e realizadas
no período da Audiência Pública
que discutiu no município de Parauapebas, sudeste
paraense, 547 km de Belém, o Relatório
de Impacto Ambiental (RIMA) de um loteamento da empresa
WTORRE.
A Audiência Pública,
realizada na tarde da última quarta-feira,
23, no auditório da Associação
Comercial de Parauapebas, foi presidida pelo Secretário
Adjunto da Sema, Claudio Cunha, e teve a participação
de técnicos da secretaria, representantes da
sociedade civil organizada, Ministério Público
do Estado (MPE) e executivos da responsável
pelo projeto, a WTORRE Empreendimentos Imobiliários,
criada em 2007 e com obras em várias capitais
do Brasil.
Após a leitura do Regulamento
da Audiência Pública, o diretor de Operações
da WTORRE, José Bartolomeu Rocha, apresentou
o projeto “Viver Bem Parauapebas”, que
tem cerca de 7 milhões de m² de terreno,
dos quais cerca de 30% área de preservação.
“O empreendimento representa
uma extensão da cidade no seu eixo de crescimento,
ordenado, dentro da lei, com previsão de mais
12.000 residências distribuídas em nove
bairros”, destacou Bartolomeu Rocha.
Foram também apresentados
pela consultoria da empreendedora os impactos ambientais
e os programas que deverão ser implantado para
mitigar os impactos no ambiente, e os sociais, que
sempre ocorrem, mas são monitorados e corrigidos
por meio de condicionantes estabelecidas pela Sema
e membros do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema).
A Promotora de Justiça, Mônica
Cristina Gonçalves, se manifestou depois das
expo sições do Relatório de Impacto
Ambiental (Rima), e questionamentos da sociedade,
e disse estar “preocupada com a segurança
pública, problema que aumenta também
em Parauabepas, e da garantia do uso de mão
de obra local nas obras do empreendimento, além
do cuidado com a fauna”, recomendou.
Essas duas preocupações
também foram reforçadas nas palavras
de encerramento da Audiência pelo Secretário
Adjunto, Claudio Cunha, à direção
da WTORRE e aos representantes da sociedade local.
Até o momento, a WTORRE cumpre
as obrigações da legislação
com o propósito de conseguir, após a
análise da Câmara Técnica do Coema,
a Licença Prévia (LP) para o empreendimento.